11/11/2021 | Notícia Simesp

Trabalhadores são reprimidos para a Câmara Municipal aprovar corte de direitos


Na tarde de ontem, 10 de novembro, os servidores municipais de São Paulo realizaram nova assembleia e ato em frente à Câmara dos Vereadores para protestar contra a votação do Sampaprev 2 (PLO 07/2021), segundo projeto de Reforma da Previdência Municipal em menos de três anos. À noite, o ato que reuniu mais de 60 mil servidores foi duramente reprimido pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) e pela Polícia Militar (PM). Trabalhadores do serviço público foram feridos para poucas horas depois a Câmara aprovar o PLO 07/21.

Após a dispersão dos servidores, por volta da 23h30, o presidente da Câmara, Milton Leite (DEM), colocou o PLO 07/21 em votação. Mesmo assim, o Sampaprev 2 não obteve suficiente votos favoráveis e foi inicialmente rejeitado. No entanto, Leite convocou uma nova sessão extraordinária antes das 23h59, na qual foi reunido o número de votos mínimo para aprovação.

O projeto do prefeito Ricardo Nunes (MDB) confisca 14% dos servidores aposentados, aumenta a idade de aposentadoria e segrega os fundos da previdência em dois caixas, sendo que um deles será capitalizado por uma instituição privada. É inaceitável o comprometimento da renda das famílias e o corte de direitos sociais, inclusive de trabalhadores da saúde, em plena pandemia e num momento de desemprego e carestia.

O uso da força contra os manifestantes, as manobras e a celeridade da aprovação de um projeto cheio de irregularidades e contrário aos servidores e à população, revela o interesse privado de quem o propôs e daqueles que o apoiaram. Médicos vereadores que votaram a favor do Sampaprev 2, George Hato (MDB), Milton Ferreira (Podemos), Paulo Frange (PTB) e Sandra Tadeu (DEM), não podem se dizer a favor da saúde pública, pois aprovaram um projeto que aumentará o tempo de serviço dos profissionais que deram seu sangue na pandemia.

Os servidores e suas entidades sindicais formalizaram hoje, 11 de novembro, o fim da greve unificada do funcionalismo público municipal contra o Sampaprev 2, iniciada em 14 de outubro. Os sindicatos negociarão o pagamento de todos os dias de paralisação, incluindo o período anterior à greve, no início de outubro, e apresentarão um plano de reposição dos mesmos dias.

Em total apoio aos servidores, o Simesp se opõe a rápida e violenta imposição do Sampaprev 2 e parabeniza a todos que se mobilizaram. O Sindicato convoca os médicos servidores para uma assembleia virtual de balanço da greve na próxima quarta-feira, dia 17 de novembro.



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