03/06/2022 | Notícia Simesp

Profissionais da saúde de oito UBS entram em greve contra a demissão arbitrária de médico da SPDM


Pela reintegração imediata do Dr. Marco Antônio, médico da equipe indígena da UBS Real Parque, na zona sul da capital, cerca de 50 médicas e médicos de oito UBS do Butantã e residentes de Medicina Família e Comunidade (MFC) da Faculdade de Medicina da USP declararam greve por tempo indeterminado desta sexta-feira (3). Os profissionais tiraram esta deliberação em assembleias nos dias 30 e 31 de maio, aderindo a paralisação das médicas de MFC da UBS Real Parque, iniciada na última sexta (27). As UBS paralisadas são: Jd. Colombo, Jd. Boa Vista, Jd. D’Abril, Jd. São Jorge, Real Parque, Vila Dalva, Paulo VI e Centro Saúde Escola Butantã.

Os trabalhadores da saúde e os moradores do Real Parque e do Jardim Panorama, regiões abrangidas pelo serviço da UBS, vêm denunciando em atos e publicações a motivação política da medida da Organização Social de Saúde (OSS) SPDM. Demitido na terça-feira (24), sem maiores esclarecimentos e sem direito ao cumprimento do aviso prévio, o médico tomaria posse dois dias depois no Conselho Gestor da UBS Real Parque, que não foi consultada sobre o desligamento. Ele foi o profissional mais votado pela população para o segmento trabalhador da entidade.

A SPDM declarou à imprensa que a demissão se deu por “faltas funcionais recorrentes”. Já em reunião realizada na segunda (30), com a Supervisão Técnica de Saúde (STS) do Butantã, lideranças da comunidade indígena Pankararu e representantes do Conselho Gestor e do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), a OSS alegou se tratar de insubordinações. Não houve qualquer tipo de ressalva à qualidade do atendimento do médico e ao vínculo altamente positivo que desenvolveu com a população desde 2005. O Simesp entende que a gestão privada de serviços e equipamentos públicos facilita a demissão de trabalhadores por motivações políticas.

Médico da comunidade Pankararu, o profissional é reconhecido por seu trabalho de assistência à população e por sua luta pela melhoria do serviço de saúde da comunidade e pelos direitos dos trabalhadores do local. Ele mantém forte compromisso com o ensino e a pesquisa, recebendo médicos residentes de MFC da FMUSP e da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) nas equipes das quais fez parte.

Em carta aberta à população, os residentes de MFC denunciam uma fragilidade do programa de residência da USP. Eles pontuam que o trabalho de seus tutores é voluntário, sem vínculo oficial com a Faculdade. Ou seja, sem remuneração e garantia de estabilidade no cargo de tutoria. Quando demissões do tipo ocorrem, sob decisão apenas da OSS gestora, há uma interrupção abrupta da atividade de ensino. Além da solidariedade ao médico, os residentes também exigem com a paralisação a vinculação da tutoria à FMUSP.

Aliado a paralisação das médicas e médicos das UBS do Butantã, a comunidade Pankararu e os demais moradores da região organizam um novo ato na sexta (3), a partir das 17h, em frente à UBS Real Parque.

ERRATA: O Dr. Marco atua na região do Butantã desde 2005. Seu trabalho na UBS Real Parque teve início no ano de 2017.



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