Categoria exige diálogo com a Prefeitura e Secretaria Municipal de Saúde e a contratação imediata de mais profissionais da saúde
Lidando há mais de dois anos com uma intensa sobrecarga e sofrendo com adoecimento físico e psíquico, as médicas e os médicos da Atenção da Primária à Saúde (APS) do município de São Paulo se reuniram em assembleia na quinta-feira, 13 de janeiro, para definir a paralisação da categoria.
Nas últimas semanas, os médicos estiveram mobilizados, participando de assembleias, tentando dialogar com o poder público e com as Organizações Sociais de Saúde (OSS) gestoras, visitando unidades de saúde severamente desfalcadas e divulgando um posicionamento unificado com os demais profissionais da saúde que também tem sofrido com intensificação da sobrecarga, retirada de direitos e exploração nos últimos dois anos. Através dos seus sindicatos, eles lançaram uma carta aberta.
Com quase 150 presentes, as médicas e os médicos da APS deliberaram na assembleia do dia 13 as principais reivindicações:
Para tal, deliberaram também, em uma votação expressiva, pela paralisação da categoria na próxima quarta-feira, 19 de janeiro de 2022 e o vigor do estado de mobilização permanente. Eles solicitam à Prefeitura de São Paulo e à Secretaria Municipal de Saúde uma reunião com o Simesp, uma resposta para reestruturação das equipes desfalcadas e um plano de reposição dos profissionais afastados, com prazo até 17 de janeiro. Deste modo, poderão reavaliar a manutenção da paralisação no dia 19.
Nos próximos dias, o Simesp divulgará maiores informações sobre a paralisação, além de disponibilizar o seu departamento jurídico para dúvidas sobre os seus direitos em períodos de mobilização.