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VII Seminário Nacional Médico/Mídia mostra a eficiência da união de médicos e jornalistas

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23/04/2012 | Notícia Simesp

VII Seminário Nacional Médico/Mídia mostra a eficiência da união de médicos e jornalistas

Seguindo a programação, a sétima edição do Seminário Nacional Médico/Mídia, teve continuidade na última sexta-feira (20), no Sindicato dos Médico de São Paulo (Simesp). A cobertura política em saúde e medicina na política, o sigilo do paciente e direito à informação, a internet como fonte de informação, a comunicação institucional e o poder da mídia foram os temas debatidos por profissionais de medicina e da imprensa que estiveram presentes. O evento é promovido pela Federação Nacional dos Médicos e pelo Conselho Federal de Medicina na busca de estimular o debate sobre comunicação e saúde entre as duas áreas.

O presidente da FENAM, Cid Carvalhaes, falou sobre a eficiência do seminário. "O bem da sociedade é a meta comum de médicos e jornalistas. Pretendemos com esse seminário refletir e debater o exercício das duas profissões na perda de preconceitos. Um evento como este, com os resultados que vimos alcançando, é exemplo a ser repetido várias vezes".

O jornalista da FSB Comunicação, Renato Strauss, iniciou o tema "A cobertura política em saúde e a medicina na política". Por meio de uma pesquisa, ele focou em dados onde a população afirma não se sentir suficientemente informada sobre as políticas públicas de saúde. "Onde entra o médico nesse cenário? Os médicos têm que levar os debates relevantes da categoria para a sociedade", aconselhou.

O 2º vice-presidente da FENAM, Eduardo Santana, completou dizendo a importância de se formar uma grande aliança. "É preciso construir respostas e ir às ruas, fazendo com que todos entendam e defendam nossos interesses", assinalou .

A palestra "O sigilo do paciente, o respeito ao atendimento e o direito à informação" foi aberta pelo jornalista do Senado Federal, Ricardo Westin. Ele colocou em debate a questão: "sigilo do paciente X direito à informação, até que ponto a doença de um paciente deve ser exposta à sociedade?" Segundo Westin, na maioria das situações, o que importa é o caso e não a identidade do paciente. "Se houver algum tipo de conflito, o médico deve consultar o paciente. Somente em um caso pode-se quebrar o sigilo, quando se trata de autoridade pública", explicou.

Continuando o tema, o médico do Cremesp, Renato Azevedo, falou sobre o que é vedado ao profissional segundo o Código de Ética Médica. De acordo com ele, é proibido fazer referências a casos clínicos identificáveis e revelar informações confidenciais, entre outros. "A quebra de sigilo só é permitida quando o paciente autoriza e tem isso por escrito e principalmente por motivo justo, quando pretendemos proteger a vida de terceiros", assinalou.

O debate "Dr Google – a internet como fonte de informação e de busca de dados para uma reportagem", foi aberto pela jornalista do site IG, Fernanda Aranda. Ela se baseou em dados que mostraram como as pessoas estão atrás da internet procurando medicamentos, informações sobre hospitais e histórias de outros pacientes. Aranda destacou como a internet deixou de ser passiva e passou a participar da vida da população, mas sempre de maneira desconfiada. "No Dr. Google abastecemos nossa necessidade de suprir dúvidas, podemos e devemos debater já que é um ambiente também duvidoso", assinalou.

Para Edinaldo Lemos, médico e dirigente da FENAM, não adianta a população confiar que o Google vai tratar. "O tratamento é humanizado, as pessoas podem até pegar informações, mas quem trata é o médico". Ele destacou o cuidado que devemos ter na utilização da internet e a consciência devida quando formos replicar notícias.

Durante a palestra sobre a importância da comunicação institucional, o presidente da FENAM, Cid Carvalhaes, abordou como uma instituição deve ter sua comunicação interna e externa com metas claras do que de fato pretende executar. "É preciso enfoque da intranet para que possamos, a partir disso, traçar a comunicação externa e atingir o nosso púbico". Ele ressaltou a complexidade da linguagem, onde nem sempre o que se ouve é o que é transmitido e para quem desejava-se transmitir.

O papel da assessoria de imprensa ficou sob responsabilidade do jornalista do CFM, Paulo Henrique de Souza. Estabelecer uma comunicação entre a entidade e o público, auxiliar a direção a tomar decisões corretas, enxergar oportunidades, e assim, se tornar um agente estratégico para gerar resultados com o fortalecimento da imagem do cliente é o objetivo da área. "O trabalho depende de confiança, insumos de trabalho, equipe, recursos financeiros, planejamento constante, respeito aos pontos de vista, análise das atividades e resultados", explanou. Ele ainda enfatizou que a sociedade é diversa e a assessoria tem a capacidade de fazê-la encontrar um consenso.

José Luchetti, jornalista da AMB, completou que a comunicação institucional também depende de seus dirigentes para fortalecer a marca e mantê-la como líder.

Wagner Belmonte, editor da Band News, iniciou a última palestra do evento "O poder da mídia e a liberdade de expressão", explicando como a comunicação é um ambiente de conflito. Para ele, compreender o papel da mídia pressupõe entender o contexto em que ela está inserida.

O secretário de comunicação da FENAM, Waldir Cardoso, finalizou o tema dando exemplos da mobilização no mundo a partir da internet e como podemos usá-la com consciência e a nosso favor.

O evento teve início na última quinta-feira (19). No primeiro dia, o seminário reuniu, no auditório do Sindicato dos Médicos de São Paulo, profissionais de medicina e da mídia, que trocaram experiências sobre a ética profissional que norteia as duas áreas, a rotina das profissões, o compromisso com a verdade, novas regras sobre a publicidade médica e a importância das redes sociais.