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Valor da consulta não garante um atendimento adequado à população, afirma Simesp

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14/04/2015 | Notícia Simesp

Valor da consulta não garante um atendimento adequado à população, afirma Simesp

O presidente do Simesp, Eder Gatti, foi convidado para prestar esclarecimentos acerca da relação do médico com os planos de saúde, na primeira oitiva da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Planos de Saúde. A CPI, instalada em 17 de março, terá 120 dias para investigar o atendimento de hospitais e empresas de medicina de grupo na capital paulista.

Na manhã desta terça-feira, 14, Gatti respondeu as dúvidas dos vereadores responsáveis pela CPI e destacou os problemas enfrentados pelos profissionais no dia a dia, como barreiras para tratamentos que exigem procedimentos muito caros; grande quantidade de atendimentos, ocasionando pouco tempo para consulta; baixa remuneração por consultas e procedimentos etc.

Os médicos querem negociar com os planos de saúde uma remuneração adequada para consultas e procedimentos. “Atualmente, a consulta está em torno de R$ 60, R$ 70, a categoria reivindica R$ 130. Consideramos esse o valor mínimo para garantir tempo suficiente para prestar assistência adequada à população”, explicou o presidente do Sindicato.

CPI

Para a presidente da CPI, a vereadora Patrícia Bezerra, a finalidade da investigação é proporcionar medidas que garantam formas de intervenção na atuação dos planos. Uma possibilidade, segundo a parlamentar, seria a criação de órgão correspondente à Agência Nacional de Saúde (ANS) na cidade de São Paulo.

A comissão pretende ouvir médicos, profissionais da saúde e entidades de defesa do consumidor, além de donos de convênios.