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UE proíbe Alemanha de fazer novos alertas de saúde sem prova

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08/06/2011 | Notícia Simesp

UE proíbe Alemanha de fazer novos alertas de saúde sem prova

A União Europeia afirmou que os alertas feitos pela Alemanha sobre a cepa da bactéria E.coli que matou pelo menos 24 pessoas não tiveram base científica. Por esse motivo, ordenou que o país, onde o surto surgiu há cerca de um mês, não faça novos alertas.

As duras críticas ocorrem em meio a uma guerra pelo valor das compensações aos países afetados pela queda na venda de legumes, erroneamente acusados de terem causado o surto. A UE ofereceu ontem 150 milhões de euros (R$ 347 milhões), mas Espanha e outros oito países querem mais.

O caos começou quando o serviço de saúde da Alemanha acusou o pepino espanhol. No fim de semana, a culpa caiu sobre brotos de soja, também inocentados após testes. O comissário de Saúde da UE, John Dalli, advertiu a Alemanha a não fazer mais alertas de saúde até que determine a origem da bactéria.

Em discurso no Parlamento Europeu, Dalli insistiu na necessidade de provas científicas. `Autoridades não podem se precipitar ou tomar conclusões prematuras, já que isso pode gerar medos injustificados entre a população e criar problemas para os produtores de alimentos`. Ontem, a ministra de Agricultura da Alemanha, Ilse Aigner, defendeu a atuação de Berlim.

Tanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) como cientistas alertam que o tempo está se esgotando para que as autoridades alemãs encontrem a origem da bactéria, que já infectou mais de 2,4 mil pessoas. Para eles, é cada vez mais difícil detectar a origem do micro-organismo.