Foram divulgados nesta quinta-feira (27) três casos de reação após a vacina contra o HPV, no Rio Grande do Sul. Três adolescentes que receberam a dose sentiram dores de cabeça, dores musculares e náuseas. A Vigilância da Saúde de Porto Alegre definiu estes sintomas como eventos adversos e choque anafilático. A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) questiona a eficácia da vacina pelo fato de não existir comprovação científica de que ela reduza os casos de câncer colo de útero, a segunda doença que mais mata mulheres no mundo.
Daniel Knupp, membro da SBMFC, lembra que a vacinação contra HPV não elimina a necessidade do rastreamento pelo exame Papa Nicolau por três razões principais: não elimina por completo a formação de lesões precursoras do câncer, apenas reduz a incidência das mesmas; não é possível afirmar o quão duradora será a imunidade conferida pela vacina por existirem outros tipos de HPVs que causam o câncer; e a vacina pode causar efeitos adversos, como síncope, desenvolvimento de diabetes mellitus tipo I, Síndrome de Guillain-Barré, doença de Behçet e Fenômeno de Raynaudos.
Os casos estão sendo investigados pela Secretaria do Rio Grande do Sul. Os lotes da vacina foram recolhidos em Porto Alegre e tinham cerca de 89,8 mil doses registradas.
A SBMFC tem especialistas que podem falar sobre a segurança, efeitos adversos e estudos que falem da vacina contra o HPV. Além de incentivar o exame do Papanicolau, que é um método mais eficaz para rastrear o câncer de colo.
Quem é o médico de família?
Especialista responsável por cuidar da saúde da população com base no princípio biopsicossocial, ou seja, na análise física, psicológica e do contexto social em que está inserido o paciente, podendo a partir daí não só diagnosticar e tratar, mas, principalmente, prevenir doenças como asma, diabetes, hepatites e depressão, entre outras.
Apesar de pouco conhecido tanto entre a comunidade quanto no meio médico, está presente em quase todo o Brasil, atuando tanto na saúde privada, nos consultórios particulares, quanto na esfera pública, em postos de Saúde e na Atenção Primária à Saúde (APS), por meio do programa Estratégia Saúde da Família do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde (ESF/DAB/MS).
Hoje, a medicina de família está presente em quase todo o Brasil. Atualmente cerca de 100 milhões de brasileiros são assistidos pela Estratégia Saúde da Família (ESF), sendo 32.000 equipes atuando em 99% dos municípios brasileiros.