29/10/2021 | Notícia Simesp

Trabalhadores do Instituto Emílio Ribas são contra a terceirização


Na última segunda-feira, 25/10, o corpo clínico do Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER) se reuniu em assembleia para debater o processo de terceirização do hospital. Por unanimidade, os trabalhadores votaram serem contrários à terceirização.

Ao contrário dos que querem ceder a administração do IIER para a iniciativa privada (e pregam a terceirização como a única solução), a principal bandeira dos profissionais é a abertura de concursos públicos. Tal contratação supriria a crescente necessidade de força de trabalho, aliviaria a sobrecarga do atual corpo e, consequentemente, melhoraria o atendimento da população. Eles também se disseram abertos ao diálogo sobre os rumos da gestão do IIER, no sentido de participar dessa construção.

Além do corpo clínico, estiveram presentes representantes das associações dos médicos (Amiier) e dos médicos residentes (Ameriier), do Sindicato dos médicos de São Paulo (Simesp) e do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (Sindsaúde).

Reproduzimos da página Emílio Ribas por inteiro o resumo da assembleia e as reivindicações dos trabalhadores.

“Os funcionários do Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER) votaram por unanimidade serem contrários à terceirização do hospital na manhã de ontem, dia 25 de outubro, durante assembleia. A terceirização serviço é uma perda sem tamanho para a saúde do estado de São Paulo.

Assistentes sociais, enfermeiros, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes administrativos, médicos e residentes participaram da reunião para discutir a grave crise que o hospital enfrenta, com déficit de mais de 250 profissionais.

Atualmente, o Emílio Ribas se encontra em uma situação de total descaso. Não são realizados concursos desde de 2015 e, para piorar, uma obra que já dura 7 anos deve ser entregue em breve, ampliando a necessidade de recursos humanos para atender a um significativamente maior número de leitos.

O governador João Doria se recusa a atender o nosso único pedido: concursos públicos. Lutamos por uma instituição que produz conhecimento e recursos humanos para o SUS e é reconhecida pela excelência no atendimento ao público.

Queremos um Emílio Ribas por inteiro. Queremos que nosso instituto siga vivo e forte. Precisamos de concurso público, não de processos seletivos para vagas temporárias.”



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