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Tempo de consulta é insuficiente para atendimento de qualidade

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21/11/2019 | Notícia Simesp

Tempo de consulta é insuficiente para atendimento de qualidade

Com a implementação do aplicativo para marcação de consultas em Guarulhos, os médicos passaram a atender oito pacientes por hora, o que equivale a apenas 7,5 minutos para cada consulta, de acordo com denúncias recebidas pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp). Essa é uma das razões para os médicos da cidade estarem em estado de greve. Gerson Salvador, diretor do sindicato, explica que o tempo reduzido de atendimento torna praticamente impossível para os médicos conseguirem fazer toda a história e os exames físico e complementar dos pacientes.

O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) enviou ofício à Prefeitura de Guarulhos na última quinta-feira, dia 14 de novembro, solicitando uma reunião para a abertura de diálogo, mas ainda não obteve resposta. Os médicos pleiteiam que sejam realizadas três consultas por hora. “Um maior tempo de consulta está associado ao melhor controle de doenças crônicas, maior adesão dos pacientes aos tratamentos e melhores resultados clínicos. Apenas aumentar a quantidade de consultas por hora vai na contramão da qualidade do atendimento”, explica Salvador.

O diretor do Simesp ressalta que, se não houver número suficiente de profissionais, a responsabilidade por contratações é da Prefeitura. “Cabe ao gestor municipal contratar médicos suficientes para que se consiga atender com qualidade o munícipe. Não pode recair sobre os médicos uma falha que é da gestão pública”.

Vale ressaltar que a ideia não é reduzir o tempo de trabalho dos médicos, já que eles atuam por jornada fixa e, com o aumento do tempo da consulta, continuariam com a mesma carga horária.

As principais pautas de reivindicação dos médicos são:
– Garantia de retaguarda no atendimento de especialidades, principalmente no atendimento de pacientes da psiquiatria;
– Instituição de atendimento de três consultas por hora (com a implementação do aplicativo da saúde, os médicos da cidade acabaram atendendo cerca de oito pacientes por hora, o que prejudica o diagnóstico e devido acompanhamento dos pacientes);
– Garantia de segurança nas unidades.