O Sindicato dos Médicos do Pará divulgou nesta quinta-feira, 8, uma série de recomendações aos médicos, por consequência do episódio ocorrido no dia 23 de agosto na Santa Casa de Misericórdia do Pará, onde médicos receberam voz de prisão de um bombeiro militar quando tentavam explicar que não havia leito disponível para atender uma paciente.
Segundo a diretoria do Sindmepa, "considerando os recentes incidentes envolvendo médicos e autoridades policiais, recomendações emanadas de membros do Ministério Público Estadual, a necessidade de resguardar a integridade física, a honra e a imagem dos médicos que atuam no estado do Pará, a intranquilidade e insegurança para o exercício da medicina no estado, e considerando a verdadeira campanha difamatória contra a categoria na tentativa de responsabilizá-la pelo caos na atenção a saúde, particularmente no setor de emergência", o sindicato recomenda a todos os médicos que, "conforme preceitua o Código de Ética Médica e os cânones hipocráticos, continuem atendendo todos os pacientes que chegarem sempre que estiverem de plantão em serviços de urgência ou hospitais".
A entidade pede, ainda, que os médicos não tentem explicar aos pacientes ou familiares e autoridades civil ou militar a inoperância do serviço público, particularmente a falta de leitos. Essa responsabilidade é do gestor ou diretor técnico.
O sindicato recomenda também que sempre que avaliar que as condições de trabalho são inadequadas, colocando em risco a saúde dos pacientes atendidos ou internados, a sua integridade física e/ou a da equipe de plantão, o médico deve dirigir-se, após o plantão, a uma delegacia de polícia e lavrar competente boletim de ocorrência.
Condições de trabalho que impeçam ou dificultem o bom exercício da medicina devem ser consignadas nos prontuários médicos e comunicadas, por escrito, ao Conselho Regional de Medicina, conforme recomenda a entidade.
De acordo com a diretoria colegiada do Sindmepa, para a consecução das recomendações e em caso de problemas com autoridades policiais, o sindicato o está à disposição para apoio e orientações pelo fone 9989-3386 (SOS Sindmepa).