Além de ser um serviço importante da zona oeste, Hospital Sorocabana seria uma ferramenta fundamental na luta contra a pandemia. Seus 150 leitos disponíveis poderiam receber pacientes de Covid-19 (coronavírus) também da Brasilândia, bairro periférico de São Paulo recordista em mortes pelo vírus na capital, com 156 mortes suspeitas até o dia 18 de maio. “Reabrir os leitos do Sorocabana custa menos do que construir hospitais de campanha caríssimos ou alugar leitos da rede privada”, disse Juliana Salles, diretora do Simesp.
Carolina Castiñeira, representante do Simesp, esteve presente no hospital. Para ela, é fundamental que Hospital Sorocabana seja reaberto como preconiza o Sistema Único de Saúde (SUS). “Queremos um serviço público e de qualidade, de administração direta, com participação social e conselho gestor”, explica Carolina.
Luta antiga
O Hospital Sorocabana foi um dos principais serviços da zona oeste e único hospital público do bairro da Lapa, mas fechou em decorrência de graves problemas financeiros. Após ser destinado ao município, no local hoje funciona uma Assistência Médica Ambulatorial (AMA) e uma Rede Hora Certa em apenas três de seus sete andares.