Representantes da Santa Casa de São Paulo informaram em reunião no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que as demissões de 1.100 trabalhadores, anunciadas recentemente, só ocorrerão após a quitação das dívidas trabalhistas referentes aos atrasos dos salários de novembro e do 13°. Para honrar os compromissos, a Santa Casa aguarda aprovação de empréstimo com a Caixa Econômica Federal.
A reunião foi realizada na tarde desta quarta-feira, 28 de janeiro, com as participações do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) e do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (Seesp).
O presidente do Simesp, Eder Gatti, considera positivo o fato de a Santa Casa ter participado da reunião no MTE, ao contrário do que aconteceu no dia 22 de janeiro, quando pouco antes da reunião agendada informaram que não iriam comparecer. “Precisamos manter esse canal de diálogo entre as partes, a crise e os problemas devem ser transparentes”. Os representantes da Santa casa também informaram que o plano de reestruturação será comunicado aos sindicatos de trabalhadores antes de ser colocado em prática.
Ficou estabelecido que os sindicatos dos médicos e dos enfermeiros farão reuniões com a Santa Casa para discutir problemas específicos das relações do trabalho de cada categoria. O primeiro encontro com os médicos acontecerá no dia 6 de fevereiro, às 10h30. Pouco mais tarde, ao meio dia, haverá assembleia com os médicos para informar o andamento das negociações. Já a reunião com o sindicato dos enfermeiros acontecerá no dia 13 de fevereiro, às 11h.
Gatti destacou ainda a importância de a Santa Casa arcar com as multas por atraso de forma coletiva e lembrou que os médicos deliberaram em assembleia não aceitar pagamento em folga, como sugerido anteriormente pela instituição, eles exigem pagamento em dinheiro.