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Sindicato traz discussão sobre atenção básica

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03/03/2015 | Notícia Simesp

Sindicato traz discussão sobre atenção básica

A 5ª edição do Simesp Debate – Atenção primária à saúde em grandes cidades: propostas e desafios – discutiu sobre o modelo de saúde da família e comunidade. O evento realizado no dia 24 de fevereiro também abordou como a atenção básica é tratada nas cidades de Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo e como são utilizados os serviços das organizações sociais em algumas delas.

André Lopes, assessor do Secretário Municipal de Saúde do Rio de Janeiro e coordenador do Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade ressaltou que houve queda nos atendimentos de alta complexidade após a expansão da atenção primária, que deu um salto de 3% para 45% em menos de seis anos, seguindo os modelos de cidades que sediaram jogos olímpicos. “É um sistema que tem na base médicos clinicamente competentes para resolver 90% dos casos”, afirma. Lopes estima que até 2016 a cidade tenha 70% de cobertura de saúde da família.

Eurípedes Balsanufo Carvalho, assessor parlamentar do Gabinete da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, tratou sobre a valorização do profissional como possível forma de solucionar os problemas na saúde da cidade. Carvalho convidou a coordenadora da Atenção Básica, Rejane Calixto Gonçalves, para palestrar sobre a implantação da Unidade Básica de Saúde Integral (UBSI). Rejane justificou a implantação desse modelo para garantir atendimento não agendado e criticou o sistema de saúde deixado pelo governo anterior, que segundo ela era “desarticulado e pouco resolutivo”.

Diferente do Rio de Janeiro e São Paulo, que utilizam organizações sociais para contratação de médicos e demais profissionais, em Curitiba a atenção primária é feita apenas por médicos da administração direta. Francisco Carlos Mouzinho de Oliveira, médico de Família e Comunidade, coordenador da Residência Médica na mesma área e professor da Universidade Federal do Paraná, destacou que os médicos mantêm vínculos com os pacientes e há alta resolutividade, mas mesmo assim existem problemas a serem enfrentados. “Muitos profissionais chegaram ao teto salarial e temos uma dificuldade de expansão da cobertura por falta de recursos”, relata.

O assunto provocou intensa participação da plateia. Problemas nas parcerias com as organizações sociais e a falta de valorização dos médicos contratados por elas foram alguns dos temas apontados.

TV SIMESP: Sindicato discute desafios na atenção primária à Saúde. Assista!