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Sindicato dos Médicos de São Paulo contra a “cura gay”

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21/09/2017 | Notícia Simesp

Sindicato dos Médicos de São Paulo contra a “cura gay”

O Simesp se posiciona contra qualquer terapia ou ação de saúde que vise a mudança de orientação sexual. Na última sexta-feira, dia 15, um juiz federal da 14ª Vara do Distrito Federal concedeu liminar que permite a psicólogos oferecerem a terapia de reversão sexual, conhecida como “cura gay”, contradizendo todas as recomendações do Conselho Federal de Psicologia (CFP) desde 1999, e desconsiderando que em 1990 a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças (CID-10).

A sexualidade é uma expressão da diversidade humana. Heterossexualidade, homossexualidade, bissexualidade e outras orientações sexuais são legítimas e por isso não podem ser compreendidas como patologias que necessitem de tratamento médico ou psicológico. Autorizar que uma dessas orientações sexuais seja objeto de tratamento é promover a discriminação ao invés de tolerância à diversidade. Tentar mudar a orientação sexual não tem embasamento científico e expõe as pessoas a violência e sofrimento.

O Simesp acredita que, em relação à atenção à saúde da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres transexuais e homens trans), o papel de todas as médicas e médicos é acolher as necessidades de saúde em um contexto mais amplo de inúmeras vulnerabilidades, compreendendo que o sofrimento vivenciado por essas pessoas decorre da LGBTfobia aos quais estão submetidas e não de sua orientação sexual.