O Sindhosfil de Ribeirão Preto e região (Sindicato das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Filantrópicos), no interior do estado, vai levar para discussão em assembleia a proposta defendida pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), de reajuste de 9,88% e o pagamento, em seis parcelas, da diferença salarial retroativa do período de setembro de 2015 a fevereiro de 2016. Em 22 de março, o diretor-adjunto da regional de Ribeirão do Simesp, Valdir Aparecido Ferrer, e representantes do Sindhosfil participaram de reunião na Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Ribeirão para tentarem estabelecer um acordo.
Embora tenha alegado dificuldades financeiras devido ao corte de repasses públicos para a saúde, o sindicato das santas casas e filantrópicos comprometeu-se a levar o pleito do Simesp para ser debatido em assembleia com os representantes patronais. As negociações prosseguem até 22 de abril e, se não chegarem a um acordo definitivo, haverá nova reunião de conciliação no órgão nesta data.
Além do reajuste de 9,88% com pagamento da diferença salarial retroativa, com aplicação da totalidade do índice já a partir de março deste ano, o Simesp também reivindica extensão da licença maternidade para seis meses, assunto que também será levado para debate em assembleia.
Sindhosfil-SP
Continuam emperradas as negociações com o Sindhosfil-SP, que insiste em conceder reajuste em duas etapas: de 5,5% a partir de 1º de setembro, e 4,38% a partir de 1º de novembro. O Simesp rejeita o acordo nesses termos. “Não aceitamos parcelar o índice, pois isso acarreta perdas financeiras”, diz o presidente do Sindicato, Eder Gatti, frisando que pode levar a decisão à Justiça do Trabalho se o Sindhosfil não quiser negociar.