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Simesp voltou ao Hospital de Campanha do Anhembi para inspeção

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16/06/2020 | Notícia Simesp

Simesp voltou ao Hospital de Campanha do Anhembi para inspeção

O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) retornou ontem, dia 15 de junho, ao Hospital de Campanha do Anhembi. A inspeção foi realizada pela comissão composta pelo Simesp, pelo Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep-SP) e pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúde-SP) para avaliar denúncias de falta de equipamento de proteção individual (EPI) em quantidade e qualidade adequada, bem como condições de trabalho, local de descanso inadequado e sobrecarga de trabalho. O Simesp já vem denunciando o quadro relatado tanto ao Ministério Público do Trabalho (MPT), quanto à mesa técnica da Prefeitura de São Paulo.

A inspeção foi feita nos setores geridos pela organização social (OS) Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), que conta com cerca de 300 leitos. Na ocasião, os médicos relataram problemas estruturais que estavam tendo certa melhora, como a falta de equipamento de proteção individual (EPI) e a sobrecarga de trabalho, que chegou a um único médico atendendo a até 18 pacientes.

Victor Dourado, representante do Simesp que esteve presente na visita, explica que o maior problema continua sendo a quarteirização de profissionais. Segundo ele, os médicos são contratados sem vínculo formal de trabalho pela empresa OGS e é desta forma que as OSs responsáveis pelo hospital de campanha se eximem de qualquer responsabilidade com os trabalhadores. “Em caso de adoecimento e afastamento, os médicos não recebem nenhum tipo de remuneração e não é garantido nenhum direito trabalhista”, explicou Dourado. Ainda segundo ele, a SPDM não soube informar quantos, quais ou como estão os profissionais contratados pela OGS para o Hospital de Campanha do Anhembi que contraíram Covid-19 (coronavírus).

Simesp já havia inspecionado hospital anteriormente
Na semana passada, o Simesp já havia passado pela ala do hospital de campanha gerida pelo Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas). “Percebemos que há EPIs nos almoxarifados, mas conseguimos observar que há falha no treinamento, para que os funcionários usem adequadamente e façam a troca constante desse EPI”, explicou Juliana Salles, diretora do Simesp que esteve na inspeção realizada pela comissão. “Com isso, não sabemos de fato até que ponto essas organizações sociais (OSs) disponibilizam EPIs em quantidade suficiente para a troca sempre que necessária”, finalizou.

Na gestão do Iabas, responsável por 600 leitos, os problemas com a quarteirização também foram confirmados. Um agravante é a falta de estrutura adequada para receber os médicos nos plantões noturnos, uma vez que estes profissionais precisam dividir camas ou dormir no chão em um conforto médico que está constantemente abarrotado.