O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) protocolou, na última segunda-feira, 7, três ofícios solicitando audiências com os secretários estaduais da Saúde, de Segurança Pública e de Planejamento e Gestão, para expor as reivindicações dos médicos servidores e cobrar que sejam atendidas.
As solicitações de audiências são deliberações da última assembleia dos médicos servidores do Estado de São Paulo, realizada em 25 de fevereiro, na sede do Simesp. A categoria reclama das péssimas condições de trabalho impostas aos profissionais, dos salários defasados e das equipes incompletas – fatores esses que prejudicam o exercício da medicina e o atendimento à população.
As reivindicações expostas nos ofícios são pontos em comum entre os médicos servidores que atuam em diversos órgãos estaduais, como hospitais, Instituto Médico Legal (IML) e Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe). A pauta da campanha salarial do estado de 2016 ainda está em construção e a próxima reunião será dia 31 de março, às 20h, na sede do Simesp (rua Maria Paula, 78, 1º andar, Bela Vista).
Confira abaixo os pontos reivindicados pela categoria:
– Reajuste salarial que reponha a inflação dos últimos três anos, de acordo com índices do Dieese, que varia entre 20% e 25%;
– reajuste dos valores dos plantões, levando em consideração o índice inflacionário do período;
– aumento no número de serviços cobertos pelo Adicional de Local de Exercício;
– gratificação de pós-graduação stricto sensu para todos os médicos integrantes da Carreira de Médico (Lei Complementar 1.239/2014);
– reposição imediata da Tabela de Lotação de Pessoal (TLP) com novos concursos públicos;
– revisão da Lei da Carreira de Médico;
– facilitar o retorno de servidores municipalizados ao Estado;
– equiparação da gratificação dos médicos municipalizados com os da Prefeitura de São Paulo;
– melhores condições de trabalho para os servidores do Departamento de Perícias Médicos do Estado (que trabalham em salas sem janelas, sem qualquer tipo de ventilação, aparelhos de ar condicionado ou ventiladores) e também para os do Hospital do Servidor Público Estadual (que há dois anos está em reforma).