05/02/2021 | Notícia Simesp

Simesp repudia fechamento de prontos-socorros de pelo menos 5 hospitais estaduais


Nas últimas semanas o governo estadual anunciou que cinco hospitais estaduais passariam a atuar de portas fechadas a partir de 1º de fevereiro, recebendo apenas pacientes transferidos de outras unidades, sem pronto-socorro. Os hospitais são Vila Alpina, Itaim Paulista, Grajaú, Pedreira e Pirajuçara (este último fica em Taboão da Serra e terá apenas os atendimentos de oftalmologia, fisioterapia e dermatologia restringidos). Segundo a Secretaria da Saúde, pacientes que costumavam procurar o hospital, agora terão que contar apenas com Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e em unidades municipais. O Hospital Geral de Guarulhos também estava na lista, mas a decisão foi revertida.

De acordo com Juliana Salles, diretora do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), todos os hospitais estão localizados em regiões periféricas, onde a população mais precisa de atendimento. “O Simesp se posiciona completamente contra o fechamento dos prontos-socorros. O governo estadual agiu de forma arbitrária e sem nenhuma intenção de abrir novas unidades de atendimento nos locais para suprir a demanda de média e baixa complexidade, deixando os cidadãos desassistidos.”

Juliana ainda explica que as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) já se encontram sobrecarregadas de demanda espontânea, com número cada vez maior de consultas por hora condições de cada vez mais precárias de trabalho. “Esses fatores impactam na qualidade de assistência à população.”

Vale lembrar que em 2018 foi implementado um projeto de fechamento de todas as Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs), maquiado de reestruturação. Na ocasião, o Simesp, juntamente com o Ministério Público e outras entidades, realizou vistorias em unidades de saúde impactadas pelo fechamento das AMAs e constatou que tal ação sobrecarregou serviços e deixou a população desassistida, já que não foram incluídos atendimentos equivalentes.

Após pressão, a Secretaria da Saúde, ainda em 2018, se comprometeu a reverter o fechamento das AMAs, que extinguiria 108 unidades. “A gestão Doria implementou o desmonte das AMAs e até hoje não houve reabertura total desses serviços.”



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