O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) foi o anfitrião do segundo encontro do Fórum de Resistência Democrática, no dia 22 de maio. Para o Simesp, o Fórum é um espaço de discussão criado em razão da “condução totalitária, anti-democrática e perdulária da atual direção da Federação Nacional dos Médicos (Fenam)”, após golpe sofrido na entidade em novembro passado, durante o Congresso “Charles Damian”, realizado na cidade do Rio de Janeiro.
Estiveram presentes diretores de diversos sindicatos do país e regionais da Federação Nacional dos Médicos – os sindicatos de Campinas, Sorocaba, Santa Catarina e Pernambuco justificaram a ausência e afirmaram que acatariam qualquer deliberação do Fórum.
As reuniões do Fórum serão periódicas como alternativa do movimento médico democrático e fortalecimento dos sindicatos participantes, em defesa dos interesses do médico brasileiro.
No encontro foi deliberado divulgar uma nota de desagravo aos sindicatos médicos de São Paulo e do Pará e de repúdio às atitudes difamatórias da atual diretoria da Fenam.
Carta de Princípios
Na primeira reunião, em 20 de março, os médicos elaboraram a Carta de Princípios, na qual expressam seu descontentamento com as irregularidades da atual presidência da Fenam e parte de sua diretoria. A carta foi assinada por diretores de 19 sindicatos, dos 35 formalmente regularizados e três, das seis regionais da federação, além de mais de uma centena de diretores de diversos sindicatos do país.