Novos concursos, melhor remuneração e adequação da carreira médica. Esses foram os principais pedidos apresentados, pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), ao governo paulista em reunião ocorrida na terça-feira, 19. O governo foi representado, na ocasião, por Haino Burmester, que comanda a Coordenadoria de Recursos Humanos (CHR) da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. O Simesp foi representado pelo seu presidente, Eder Gatti e pelo secretário de Relações do Trabalho, José Erivalder Guimarães de Oliveira.
Essas três questões irão guiar os debates a serem promovidos nos próximos meses, em âmbito estadual, pelo Simesp. Em mensagem encaminhada aos presidentes das Diretorias Regionais espalhadas pelo estado, Eder Gatti pediu que os integrantes do Sindicato se organizem.
“Sugerimos às regionais do Simesp que têm serviços da administração direta do estado que se organize para participar deste processo. Façam assembleias com os médicos desses serviços e levantem os problemas locais e propostas de solução. Sistematizem tudo em ata e encaminhe para capital”, diz o texto.
No mesmo encontro, o Sindicato denunciou a perda do poder de compra do salário dos médicos que, pelas contas do Simesp, alcança mais de 20% desde 2013. Ao longo dos próximos meses, o Simesp terá uma agenda de reuniões com o governo estadual para discutir a carreira e condições de trabalho dos médicos nos hospitais e demais unidades de saúde do estado de São Paulo.