Victor Dourado, presidente do Simesp, explica que o hospital conta com médicos residentes e o quadro de funcionários é composto por funcionários estatutários, funcionários terceirizados pela OS Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (Cejam) e outras empresas terceirizadas, além de profissionais sob contratos de emergência. “A prefeitura se aproveita do caos de uma pandemia para passar por cima de trabalhadores e usuários do hospital”, explica Dourado. “Esses médicos estão lidando com um futuro muito incerto: residentes não sabem como serão estruturados seus programas, estatutários não sabem se serão realocados, os terceirizados não sabem se serão sub-rogados ou demitidos pela nova OS e os trabalhadores com contrato de emergência lidam com a ameaça de desemprego”, pontua o presidente do Simesp.
O Hospital Campo Limpo é referência de atendimento para ortopedia, neurocirurgia e saúde mental, além de ser também o único público e responsável pelo atendimento de cerca de 650 mil pessoas. Apesar da importância da unidade para a população local, a Secretaria da Saúde (SMS) e a Prefeitura de São Paulo se recusam a dialogar com o Conselho Gestor do hospital, com o Conselho Municipal de Saúde e também com os trabalhadores.
Dourado lembra que é importante que os médicos e residentes do hospital se organizem de forma coletiva para pautarem suas reivindicações. Se você é médico funcionário do Hospital Campo Limpo, entre em contato com o Simesp pelo telefone (11) 3292-9147, WhatsApp (11) 99111-5490 ou e-mail relacionamento@simesp.org.br.