08/10/2021 | Notícia Simesp

Simesp participa de ato contra a terceirização do Instituto Emílio Ribas na Alesp


No dia 27 de setembro, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) realizou um Ato solene “Em defesa do Instituto Emílio Ribas”, por inciativa do Deputado Estadual Carlos Gianazzi (Psol). Para tratar do projeto de terceirização que ameaça em plena pandemia o Instituto de infectologia, estiveram presentes o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), representantes dos trabalhadores e os presidentes das associações de médicos (Amiier) e de médicos residentes (Ameriier) do Emílio Ribas.

Gianazzi teceu críticas as medidas de austeridade contra a saúde nos governos federal e estadual, como a Emenda Constitucional do Teto de Gastos (EC 95), que congela por 20 anos os investimentos públicos, a tentativa de privatização do Instituto Butantan e o corte orçamentário de mais 600 milhões na saúde de São Paulo, proposta pelo governador João Dória para o ano de 2021.

É neste cenário que se insere a tentativa de terceirização do Instituto Emílio Ribas, explicada em diversos momentos pelos convidados como fruto dos desfalques das equipes. Há anos que não são abertos concursos públicos para repor os profissionais. Pelo contrário, as equipes são minguadas para justificar a presença parcial e a posterior transferência completa da administração pública para a privada, que seria supostamente mais eficiente.

A isso, os presidentes da Amiier, Eder Gatti, e do Simesp, Victor Dourado, apresentaram as consequências da gestão da saúde via Organização Social (OS) no estado. Em São Paulo, os trabalhadores da saúde são frequentemente submetidos a quarteirização e a vinculação pelo regime de Pessoa Jurídica (PJ), sem direitos e proteções trabalhistas, enquanto as instituições e equipamentos públicos têm altas taxas de rotatividade dos profissionais, a isenção e falta de controle do poder público e a piora na qualidade do atendimento à população. No vídeo abaixo, destacamos as falas dos dois.

O Instituto Emílio Ribas presta atendimento de excelência a condições infecciosas, tendo atuado na “atenção à saúde dos afetados pela gripe espanhola nos idos de 1920, […] na epidemia de meningite na década de 1970 e marcadamente na epidemia de AIDS em 1990”, como destaca a carta aberta da Ameriier, lançada em 24 de setembro. Apesar dos desfalques, o Instituto também passou recentemente pela epidemia de febre amarela em São Paulo e enfrenta hoje a pandemia de Covid-19. Referência em pesquisa, ensino e no atendimento à população, a terceirização poderá acabar com um serviço de quase meio século. Em função disso, médicos residentes se reuniram ontem (7/10) em assembleia para discutir a possível terceirização do Instituto e a mobilização da categoria.

Confira o ato completo no canal da Alesp: https://youtu.be/1jZrZlfN8j0.



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