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Simesp negocia regularização das demissões de médicos do Hospital Municipal

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16/09/2015 | Notícia Simesp

Simesp negocia regularização das demissões de médicos do Hospital Municipal

O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) cobrou do Instituto Hygia Saúde e Desenvolvimento Social, organização social gestora do Hospital Municipal de Barueri (HMB) Dr. Francisco Moran, que o processo de demissões dos médicos, feito de forma ilegal e sem acompanhamento do Sindicato, seja regularizado atendendo as determinações da lei trabalhista. A reunião de negociação aconteceu no dia 11 de setembro, na Secretaria de Saúde de Barueri.

Na ocasião, os representantes do Sindicato exigiram a quitação, de forma integral, dos salários atrasados, férias pendentes, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), eventuais multas e que as homologações sejam feitas pelo Simesp, para garantir que os profissionais não sejam novamente prejudicados.

O presidente do Simesp, Eder Gatti, relata que o Sindicato nunca foi procurado para fazer homologações dos trabalhadores do Instituto Hygia (orientação e esclarecimento ao empregado e empregador sobre o cumprimento da lei trabalhista, visando garantir o pagamento efetivo dos direitos) e que apenas ficou sabendo das demissões a partir de denúncias de médicos sobre a irregularidade que ali acontecia. “O primeiro contato com o Simesp aconteceu depois que boa parte das demissões já tinha sido realizada”, explica e completa: “Vamos acompanhar a resolução dos casos e, posteriormente, questionaremos a terceirização dos trabalhadores”, avisa o presidente do Simesp, ao se referir às contratações dos médicos demitidos como pessoa jurídica.

Participaram da reunião, representantes da Secretaria Municipal de Barueri, do Instituto Hygia e do Simesp e já deixaram um novo encontro de negociação agendado para a próxima sexta-feira, 18, às 14h, na Secretaria de Saúde do município. Independentemente da administração do hospital ser terceirizada, o município também é o responsável pela adequada assistência à saúde. Por isso, o Simesp cobra que a secretaria de Saúde participe durante todo o processo de negociação. “Esperamos resolver a questão por meio de diálogo, revendo todas as demissões, tanto as que já aconteceram quanto as futuras, sem envolver a justiça ou o Ministério Público, mas, se for necessário, assim o faremos”, afirma Gatti.

O superintendente do HMB, Luiz Teixeira Silva Júnior, sugeriu na reunião que o sindicato revisasse apenas as demissões de médicos que procuraram o Simesp. Também solicitou que a questão fosse tratada apenas com o Hygia, sem o envolvimento da secretaria municipal. “O Simesp representa todos os médicos, tanto os que procuraram o sindicato, quanto os que não procuraram. Muitos colegas sofreram assédio moral para assinarem as demissões”, expõe o presidente do Simesp.

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