A última proposta do Sindhosfil-SP referente a campanha salarial é inferior à inflação, sendo aumento de 3,20% a partir de 1° de setembro e 6,35% a partir de 1º de dezembro, tendo como referência o salário de 31 de agosto de 2014 para os reajustes. Desta forma, o médico deixaria de ganhar 3,15% a mais no salário mensal, durante três meses. No caso de um médico que ganha R$ 10 mil por mês a perda seria de R$ 945 no acumulado.
A alegação usada pelos empregadores é a crise nos hospitais filantrópicos. “Rebatemos que a crise não pode ser depositada nas costas dos médicos. Sustentamos nossa proposta: não aceitar nada abaixo da inflação”, Eder Gatti, presidente do Sindicato.
Para que não haja um impasse, o Simesp propôs ao presidente do Sindhosfil-SP, Edison Ferreira da Silva, discutir as condições de pagamento desde que seja pago o reajuste integral. O Sindhosfil irá consultar as instituições que representa e trará uma resposta na próxima reunião, no dia 26 de fevereiro, às 10h, no Mistério do Trabalho e Emprego (MTE).
A Convenção Coletiva de Trabalho com o Sindhosfil contempla cerca de 12 mil médicos, que trabalham em santas casas, hospitais filantrópicos e organizações sociais.