14/06/2021 | Notícia Simesp

Simesp na luta pelo Hospital Universitário pleno


Na última sexta-feira (11/06), foi realizado um ato pelo fim do desmonte do Hospital Universitário (HU) e aumento de sua capacidade de atender a população, na Zona Oeste de São Paulo. Às portas do Hospital, estiveram presentes representantes de movimentos populares, como Coletivo Butantã na Luta e Comitê em Defesa do Hospital Sorocabano, do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) e Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (Sintusp).

O HU integra a estrutura da Universidade de São Paulo (USP) e era um dos poucos hospitais que faziam o pronto-atendimento na região. Desde o início da crise, em 2013, até hoje, o HU tem o seu pronto-socorro (PS) referenciado. Ou seja, o Hospital não funciona mais como porta aberta à população, ele só recebe os casos encaminhados de outros PS. Além disso, houve uma diminuição substancial do número de leitos no HU pela falta de profissionais.

Assista no vídeo abaixo a fala do presidente do Simesp, Victor Dourado, no ato. Ou confira a cobertura completa na página do Coletivo Butantã na Luta: facebook.com/coletivobutantanaluta

 

Entenda o caso

Com o Plano de Demissão Voluntária (PDV), implementado pela reitoria da USP em 2014, 25% dos leitos de internação foram fechados após o desligamento de mais de 200 profissionais. Como resultado, das 25 mil internações anuais realizadas na região do Butantã até 2013, 16 mil ocorriam no HU, em 2019, o número caiu para cerca de 3 mil. Além disso, o corpo clínico, que contava com 299 médicos no mesmo ano, hoje atua com 248, comprometendo alas como a unidade de terapia intensiva (UTI) que atualmente opera com 12 leitos, oito a menos que em 2013.

Diante do desmonte do Hospital Universitário, a sociedade civil, através do Coletivo Butantã na Luta, se organizou para coletar 44 mil assinaturas em um abaixo-assinado em prol do pleno funcionamento da instituição em 2018. As ações renderam R$ 48 milhões em emenda parlamentar conquistados junto a Alesp. Embora devesse ser empregado na recomposição de quadro de funcionários do hospital, o montante chegou a ser utilizado para pagamentos de custos previdenciários.

Em 2019, a pressão dos sindicatos, movimentos populares e associações, como a Amerusp – Associação dos Médicos Residentes da Faculdade de Medicina da USP, conseguiu a aplicação das emendas na recomposição. No entanto, foram feitas contratações provisórias via Organização Social, com prazo de um ano – e não como funcionários do HU e da USP, visando a ampliação do atendimento.

 



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