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Simesp manifesta solidariedade ao movimento operário e popular boliviano

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18/08/2026 | Notícia Simesp

Simesp manifesta solidariedade ao movimento operário e popular boliviano

O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) manifesta sua solidariedade ao movimento operário, às organizações sindicais e aos movimentos populares da Bolívia, que vêm protagonizando uma ampla mobilização contra as medidas implementadas pelo governo do presidente Rodrigo Paz Pereira. Empossado em novembro de 2025, após vencer as eleições que encerraram quase duas décadas de governos progressistas no país, Pereira iniciou uma agenda de reformas econômicas que, segundo centrais sindicais e movimentos sociais bolivianos, têm aprofundado a precarização das condições de vida, reduzido direitos  e ampliado a abertura da economia ao capital estrangeiro. 

O Simesp acompanha com preocupação os relatos de repressão às manifestações, prisões de lideranças sindicais e populares e mortes registradas durante protestos. A criminalização da organização dos trabalhadores e o uso da violência como resposta às reivindicações sociais representam grave ameaça às liberdades democráticas e ao direito de livre organização sindical.

A história do movimento sindical demonstra que a defesa dos direitos sociais depende da capacidade de organização coletiva dos trabalhadores. Nesse sentido, o Simesp reafirma seu compromisso com a solidariedade internacional entre as categorias profissionais e com a defesa da democracia, do diálogo social e da negociação como instrumentos para a superação dos conflitos.

O sindicato também manifesta preocupação com os impactos que políticas de austeridade, privatizações e flexibilização das relações de trabalho podem produzir sobre os serviços públicos essenciais, especialmente na saúde. A experiência brasileira demonstra que a precarização do trabalho compromete não apenas os direitos dos profissionais, mas também a qualidade da assistência prestada à população.

Por fim, o Simesp presta sua solidariedade à Central Obrera Boliviana (COB), às demais entidades sindicais e aos movimentos populares bolivianos, defendendo que as reivindicações dos trabalhadores sejam tratadas por meio do diálogo democrático, do respeito às liberdades civis e da garantia dos direitos humanos, sem repressão ou perseguição política.