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Simesp lança livro para tirar dúvidas e orientar médicos sobre seus direitos

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19/10/2016 | Notícia Simesp

Simesp lança livro para tirar dúvidas e orientar médicos sobre seus direitos

Precários vínculos empregatícios, atrasos salariais e péssimas condições de trabalho. Essas são algumas das dificuldades hoje enfrentadas pelos médicos. “Em momentos de crise, como nós vivemos hoje, essas fragilidades ficam mais evidentes”, ressaltou Eder Gatti, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), durante lançamento do livro O que os médicos precisam saber sobre seus direitos, na noite de 18 de outubro, quando também se comemorou o Dia do Médico.

Com o intuito de orientar o médico na busca pelos seus direitos, a obra esclarece dúvidas sobre as relações de trabalho. Além da equipe jurídica do Sindicato, diversos convidados participaram na elaboração do livro com artigos de temáticas distintas. A juíza do trabalho Patrícia Maeda, por exemplo, foi convidada a escrever um texto sobre assédio moral.

“Eu quis abordar o assédio moral de uma forma que tirasse a ideia inicial que se tem de que se trata de um problema entre pessoas. Entre vítima e assediador”, resume. “A nossa sociedade hoje propicia um ambiente de competividade tal que as próprias empresas se organizam de uma forma predatória, o que propicia, por sua vez, essa relação de violência entre os trabalhadores”, explica a juíza.

O advogado Renan Quinalha tratou da discriminação no local de trabalho. “O artigo trata da questão da discriminação, mas com foco nas possibilidades e nos instrumentos de que os médicos dispõem para combater isso e recorrer caso sejam vítimas de discriminações no ambiente de trabalho”, resume.

Ana Navarrete, advogada, tratou, em seu artigo, das organizações sociais (OSs), que hoje gerem boa parte dos equipamentos de saúde na cidade e estado de São Paulo. Ela escreveu o texto em parceria com Gabriel Franco da Rosa, advogado do Simesp. “Como as OSs são um modelo para acoplar na ponta da política da saúde isso permite contratos de trabalho diversos, que acabam facilitando uma precarização das condições de trabalho”, alerta Ana.