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Simesp inspecionou Hospital de Campanha do Anhembi hoje

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08/06/2020 | Notícia Simesp

Simesp inspecionou Hospital de Campanha do Anhembi hoje

Uma comissão composta pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), pelo Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep-SP) e pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúde-SP) visitou hoje, 8 de junho, o Hospital de Campanha do Anhembi para avaliar as denúncias de falta de equipamento de proteção individual (EPI) em quantidade e qualidade adequada, bem como condições de trabalho e descanso ruins e sobrecarga de trabalho. Antes da inspeção foi realizado um ato em frente ao hospital.

Durante a visita, a comissão foi acompanhada pela gestão do Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas), responsável por parte do hospital. Segundo Juliana Salles, diretora do Simesp que esteve na visita, a presença de integrantes da gestão impediu a conversa aberta com funcionários do hospital, mesmo assim foi possível identificar os problemas denunciados previamente. “Percebemos que há EPI suficiente nos almoxarifados, os profissionais recebem um kit na entrada, mas conseguimos observar que há falha no treinamento, para que os funcionários usem adequadamente e façam a troca constante desse EPI”, explica Juliana. “Com isso, não sabemos de fato até que ponto essas organizações sociais (OSs) disponibilizam EPIs em quantidade suficiente para a troca sempre que necessária”, finalizou.

Outro ponto questionado foi a falta de estrutura no conforto médico. A diretora do Simesp relata que o que foi observado pela comissão é que aos profissionais do hospital são oferecidas camas com número insuficiente para todos os plantonistas e foram observados colchões no chão. Ainda segundo a diretora, embora a gestão afirmasse que sim, não havia comprovação de que os lençóis fossem trocados regularmente ou que o espaço fosse higienizado sempre que necessário. “O que buscamos acordar com a gestão foi a criação de um canal rápido para que os funcionários pudessem solicitar a limpeza local com facilidade”, explica Juliana.

Diante de tamanha exposição, os sindicatos questionaram o Iabas sobre o método de contratação destes funcionários. “Os médicos são quarteirizados, contratados via pessoa jurídica (PJ) por meio de uma outra empresa, e não tem qualquer garantia de manutenção dos vencimentos, caso adoeçam, ou de poderem voltar para seus postos de trabalho após o período de afastamento”, exemplifica Juliana. Ainda segundo a médica, a OS não tem controle e sequer soube indicar o número de médicos PJ sob seu comando no hospital.

Atuação do sindicato
O Simesp denunciou irregularidades nas contratações bem como a falta de EPI ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e as condições seguem sob investigação do órgão. Ao todo, foram três as OSs denunciadas pelo sindicato: o Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas), a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) e OGS Saúde (quarteirizada pelo Iabas).

De acordo com Juliana, não foi possível visitar todo o Hospital de Campanha do Anhembi, a comissão passou apenas pela parte gerida pelo Iabas. “Haverá uma segunda visita para avaliação dos setores geridos pela SPDM, mas o que notamos foi que as denúncias que recebemos procedem”, conclui Juliana.

Clique aqui para assistir ao ato.