A pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2018 ainda está em construção, mas já é certo que terá como foco a inclusão ou mesmo a ampliação de direitos por meio das chamadas cláusulas sociais (que tratam de assuntos como, por exemplo, o auxílio-creche).
O presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Eder Gatti, lembrou, na noite de 16 de abril, que esse é o primeiro ano de vigência da “reforma” trabalhista. “E a gente já observa a aplicação da nova legislação prejudicando muito quem trabalha”, lamentou.
“A gente precisa propor algo para o patronato que bloqueie o máximo possível os malefícios da nova legislação. Então sugiro que a gente invista muito em cláusulas sociais que garantam direitos”, ressaltou. Os médicos presentes concordaram com a proposta de Gatti e ainda decidiram pela tentativa de criar uma pauta comum com outros sindicatos da área da saúde.
A construção dessa proposta e o resultado das articulações com outras organizações serão apresentados na noite de 14 de maio, em nova assembleia a ser realizada na sede do sindicato, na região central de São Paulo.
Os beneficiados pela Campanha Salarial do Simesp, cuja a data-base é 1º de setembro, são médicos que possuem vínculos com hospitais privados, clínicas, laboratórios, empresas de medicina de grupo, santas casas de misericórdia, organizações sociais e/ou instituições filantrópicas de saúde.