12/11/2021 | Notícia Simesp

Simesp e usuários verificam atendimento da população LGBT em unidades da capital


Na manhã de quinta-feira, 11 de novembro, dirigentes do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) e usuários dos serviços de saúde visitaram UBS de referência no atendimento da população LGBT. A ação em conjunto com os usuários visa entender eventuais dificuldades e avaliar a qualidade do serviço para contribuir com a solução e a mobilização popular. Localizadas na região central de São Paulo, a UBS República – Fernanda Sante Limeira e a UBS Dr. Humberto Pascale – Santa Cecília são geridas pelo Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas). O coordenador do serviço integral de saúde LGBT da Organização Social de Saúde (OSS) e os respectivos gerentes das unidades acompanharam as visitas.

Na UBS República, os representantes do Simesp e usuários foram bem recebidos e questionaram se houve recentemente alguma diminuição no número de vagas. Apesar de não ter ocorrido, o serviço especializado para a população LGBT recaiu para apenas um médico, referência no atendimento da população trans e travesti, após a saída de colegas. Devido a sua localização e referenciação municipal, e não só regional, a unidade é muito procurada. Atualmente, a marcação só é feita presencialmente e as vagas estão preenchidas até o ano que vem. No entanto, segundo os profissionais, outra dificuldade é o absenteísmo, que é compensado pelo atendimento da demanda espontânea. Como solução, eles planejam para os próximos 6 a 7 meses o treinamento de cinco médicos da saúde da família e pretendem que os outros médicos também o recebam.

Já a UBS Dr. Humberto Pascale dispõe de uma oferta maior de profissionais e de vagas, 72 por semana, para o atendimento dessa população. É a unidade que mais o realiza em São Paulo (seguida pela UBS República), sendo referência não só para a cidade, mas para o estado e fora dele. Contudo, os agendamentos só podem ser feitos presencialmente, com marcações de 2 a 3 meses de antecedência. Isso dificulta o acesso dos usuários vindos de outras regiões e contribui para o absenteísmo, também relatado nesta unidade e compensado pelo atendimento de pacientes que chegam sem agendamento. Novamente, a recepção dos dirigentes e usuários foi igualmente positiva, eles conversaram com profissionais e observaram que não há desfalque das equipes na UBS da Santa Cecília. No entanto, ela está em obras. Assim, não é possível fazer de modo geral nenhum tipo de agendamento das 11h às 14h, e não só para o serviço à população trans e travesti. Fator que influi nas marcações disponíveis somente para o ano que vem.

O Simesp atua por melhores condições do trabalho médico e, consequentemente, pela melhoria do atendimento da população. O apoio dos profissionais é fundamental para continuarmos com a nossa atuação. Saiba como é fácil se associar, clicando aqui.



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