Na quarta-feira, 6, reuniram-se na sede da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) Eder Gatti, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), e Mário Roberto Hirschheimer, presidente da SPSP.
Na pauta estavam questões de segurança e das condições de trabalho do médico pediatra, considerando o atual aumento de demanda por atendimento pediátrico nos prontos-socorros, tanto da rede pública como privada, e a frequente falta de pediatras em número suficiente para atender tal demanda.
Isso tem ocasionado períodos em que a espera pelo atendimento pode chegar a várias horas com consequente frustração, inconformismo e revolta da população. Não é raro que tal revolta resulte em vandalismo no local de atendimento e agressões voltadas justamente para quem está tentando resolver o problema, entre eles, o pediatra que está de plantão.
Gatti manifestou a preocupação do Simesp, que foi procurado por Pediatras do Conjunto Hospitalar do Mandaqui descrevendo o que vem ocorrendo naquela instituição. Mário Roberto Hirschheimer apresentou as iniciativas que a SPSP tem tomado desde que dimensionou o problema utilizando os dados da pesquisa realizada por meio da Datafolha, em 2014.
O desafio é imenso e complexo, pois envolve instituições de saúde no redimensionamento do atendimento médico da população; órgão de segurança para garantir a ordem e a proteção aos usuários e aos funcionários nos serviços de saúde; representações corporativas, como o Simesp e a SPSP, com campanhas de esclarecimento aos profissionais de saúde e ao público em geral, zelando pela dignidade profissional e recebendo queixas e denúncias, procurando dar-lhes encaminhamentos.
Concluíram a reunião com o compromisso das entidades irmanarem-se no enfrentamento desse desafio, procurando envolver também outras entidades representativas dos médicos, como a Associação Paulista de Medicina (APM) e o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).
Fonte: Sociedade de Pediatria de São Paulo