A secretária-geral da diretoria plena do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Juliana Salles, participou de audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no dia 12 de agosto, em Belo Horizonte. A atividade reuniu representantes de entidades, movimentos sociais e ativistas para denunciar perseguições e violações de direitos contra pessoas e organizações que se manifestam em solidariedade ao povo palestino.
Solicitada pelo deputado estadual Leleco Pimentel (PT), a audiência debateu relatos de sanções jurídicas, demissões, prisões, tortura e assassinatos relacionados à defesa dos direitos dos palestinos. Durante a reunião, também foram discutidas denúncias de criminalização de manifestações de solidariedade à Palestina sob a justificativa de combate ao antissemitismo, como aconteceu com o presidente do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), José Maria de Almeida. Ele foi condenado pela justiça brasileira em abril de 2026 a dois anos de prisão domiciliar no Brasil, por criticar as ações militares do Estado de Israel.
Em sua participação, Juliana destacou a situação do médico palestino Hussam Abu Safiya, diretor do Hospital Kamal Adwan, no norte da Faixa de Gaza, cuja libertação vem sendo defendida pelo Simesp em articulação com uma mobilização internacional.
“A defesa do dr. Hussam Abu Safiya não diz respeito apenas à liberdade de um médico. Estamos falando da proteção dos profissionais de saúde e do direito de uma população ter acesso à assistência médica mesmo em uma situação de conflito. Defender quem continua prestando atendimento nessas condições é também defender o direito à saúde e os direitos humanos”, afirma Juliana.
Abu Safiya foi detido por forças israelenses após uma operação no Hospital Kamal Adwan. Desde então, organizações e entidades têm denunciado as condições de sua prisão e relatos de tortura e maus-tratos. O caso tornou-se um dos símbolos das denúncias sobre a situação enfrentada por profissionais de saúde durante o conflito na Faixa de Gaza.
A defesa de Abu Safiya integra a atuação do Simesp em solidariedade aos profissionais de saúde palestinos e em defesa do exercício da medicina e da assistência à população em situações de guerra e conflito.
Ao final da atividade, os participantes aprovaram um Manifesto em Defesa das Liberdades Democráticas, da Palestina e Contra a Criminalização da Solidariedade.