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Simesp defende distanciamento físico com aporte às pessoas de baixa renda

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27/05/2020 | Notícia Simesp

Simesp defende distanciamento físico com aporte às pessoas de baixa renda

O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) defende que só é possível haver interferência efetiva na transmissão da Covid-19 por meio de distanciamento social físico, isolamento das pessoas infectadas e quarentena. A implementação do distanciamento também deve se guiar pela situação epidemiológica de cada município, de forma mais ou menos rígida a depender da propagação da doença e resposta do sistema de saúde.

Apesar de medidas de distanciamento serem essenciais para diminuir os impactos da pandemia, não é possível implementá-las e ter a adesão esperada, de 70%, sem garantir condições básicas de sobrevivência das pessoas em casa, principalmente em comunidades periféricas, onde atualmente se encontram as maiores concentrações de casos e mortes por Covid-19. Sem isso, o cenário será de caos social e se expressará tanto no número de mortes pela doença quanto pelo aumento de pessoas em condição de miséria.

Além de viabilizar renda aos mais pobres e atuar em medidas educativas, é preciso que o isolamento social aconteça de forma regionalizada, levando em consideração as características de cada local. Para isso, é preciso uma vigilância potente e sensível, com o sistema de saúde capaz de atender as pessoas contaminadas pelo coronavírus em todos os níveis de atenção, com o monitoramento dos contactantes e, ao mesmo tempo, acompanhar a ocupação de leitos nos hospitais, garantindo uma fila única para acesso à terapia intensiva de pacientes vindos de sistema público ou privado.

Cabe destacar que o governo federal, frente à crise, não dá suporte aos governantes e prefeitos no sentido de instituir as medidas de distanciamento e, em vez disso, o presidente Jair Bolsonaro desdenha a gravidade da doença e estimula as pessoas a circularem.

É fundamental que haja respeito absoluto aos direitos humanos e as medidas de distanciamento devem ser utilizadas para promover saúde e vida, não como meio de isolar pessoas pobres, que já são cotidianamente privadas de seus direitos elementares e que compõem o grupo social mais impactado pela pandemia.