Diretores do sindicato participaram da 53ª edição do Encontro Científico dos Estudantes de Medicina (Ecem), em Campinas, reforçando a importância da organização coletiva na defesa da profissão e do SUS
O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) participou da 53ª edição do Encontro Científico dos Estudantes de Medicina (Ecem), realizado entre os dias 25 de julho e 1º de agosto, em Campinas (SP). Promovido pela Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina (Denem), o encontro reuniu estudantes de todo o país para debater os desafios da formação médica, da educação em saúde e do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Com o tema Nada sobre nós sem nós: negritude, movimento estudantil e formação médica na construção da justiça em saúde, o evento promoveu mesas, fóruns e oficinas voltados à construção de uma formação médica comprometida com a democracia, a equidade e a responsabilidade social.
Representando o Simesp, o diretor de Relações Sindicais e Associativas, Guilherme Barbosa, apresentou aos estudantes a trajetória do sindicato, suas principais frentes de atuação e os desafios enfrentados atualmente pela categoria médica, como a precarização das relações de trabalho, a pejotização e a defesa de condições dignas para o exercício profissional.
“Os estudantes que hoje constroem a medicina do futuro precisam compreender que a defesa da profissão não começa apenas depois da formatura. Fortalecer o sindicato é fortalecer a capacidade coletiva de enfrentar a precarização, defender condições dignas de trabalho e garantir uma medicina comprometida com o SUS e com a população. A participação dos futuros médicos nessa luta é fundamental.”
Também representando o sindicato, o diretor de Assuntos Jurídicos, Victor Dourado, participou do fórum Formar, especializar, sobreviver: os desafios do futuro profissional. A atividade integrou o eixo de Educação Médica do Ecem e promoveu uma reflexão sobre os obstáculos enfrentados pelos recém-formados na transição entre a graduação e a residência médica.
“A crise da educação que discutimos no Ecem não é uma crise, mas um projeto que está associado a um processo mais amplo de precarização do SUS, com o qual os profissionais convivem no dia a dia. A unidade entre estudantes, profissionais e usuários é a condição necessária para enfrentar esses ataques”, defende Dourado.
Discutir residência médica é discutir o futuro da assistência à saúde no Brasil. Precisamos garantir uma formação especializada pública, de qualidade e comprometida com as necessidades do SUS. Ao mesmo tempo, é indispensável enfrentar a precarização das condições de trabalho dos residentes e assegurar que a formação ocorra em ambientes que respeitem seus direitos e sua saúde”, defende Vilela.
O Ecem é um dos principais espaços nacionais de debate do movimento estudantil da medicina. A participação no encontro integra o esforço permanente do Simesp de dialogar com estudantes e médicos em início de carreira, contribuindo para a formação de profissionais conscientes da importância da organização sindical na defesa da medicina, do trabalho digno e do fortalecimento do SUS.