Em audiência na Justiça do Trabalho, no mês de dezembro, a Fundação Faculdade de Medicina (FFM) argumentou que o reajuste da categoria preponderante concedido aos médicos era maior que o aplicado pelo Simesp. A informação foi contestada pelo Sindicato que estava representado pelo diretor José Erivalder Guimaraes de Oliveira e pelo advogado José Carlos Callegari.
“Entendemos o discurso da FFM como uma tentativa de manobra para se favorecer. O Simesp entrou com dissídio coletivo na Justiça do Trabalho para assegurar os direitos conquistados e ampliá-los”, diz Erivalder. O julgamento do caso deve acontecer no final do mês de janeiro de 2016, quando o juiz determinará os encaminhamentos.
O Simesp já tinha apontado, com base em denúncia dos próprios médicos, que a FFM não estava pagando a esses profissionais o que havia sido acordado na última Campanha Salarial: aplicar os 6,35% de aumento a partir de setembro de 2014.
A data-base da categoria médica é 1º de setembro. Contudo, a negociação se estendeu até março de 2015 porque o Sindicato dos Médicos manteve a postura de não aceitar proposta abaixo da inflação do período, usando como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Em 2014, esse índice alcançou 6,23%. O INPC é medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Criada há quase trinta anos por ex-alunos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, a FFM tem 3,5 mil médicos contratados e gere unidades de saúde tanto municipais quanto estaduais localizadas na cidade de São Paulo. No caso da primeira, sendo responsável, por exemplo, por unidades de Assistência Médica Ambulatorial (AMA). Na segunda, outro exemplo, pela gestão do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. De acordo com a sua página na internet, hoje, em todas as áreas, a organização possui “mais de 14.980 funcionários”.