29/10/2021 | Notícia Simesp

Simesp constata desfalque de equipes na UBS Jardim Maia e UBS/PA Dr. Atualpa Girão Rabelo


No dia 26 de outubro, representantes do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) visitaram as unidades Jardim Maia e Dr. Atualpa Girão Rabelo, na zona leste da capital. Apesar de integrar as atividades de divulgação da Campanha Salarial 2021, a visita também se deu por conta das inúmeras denúncias recebidas pelo Sindicato sobre o desfalque das equipes da Atenção Primária à Saúde (APS) nessas unidades. As duas UBS são geridas pela entidade APS Santa Marcelina.

Os dirigentes do Simesp conversaram com os médicos e puderam constatar a falta de profissionais. Em uma das UBS, seriam necessárias pelo menos dez equipes. Porém, ela dispõe de metade disso e, ainda por cima, está em curso um processo de redução que manterá somente três equipes. Isso ocorre em momento em que a população mais precisa. Se antes da pandemia já havia uma demanda represada de atendimentos, hoje se lida com um sem-número de pacientes com problemas crônicos de saúde que ficaram sem assistência adequada durante um grande período.

Presente nas visitas, o presidente do Simesp, Victor Dourado, ressalta se tratar de uma situação comum nos equipamentos de saúde de São Paulo, cuja administração é na maioria das vezes terceirizada. “O argumento em prol da privatização da gestão e a terceirização para as mãos das OSS era de que isso viabilizaria uma contratação mais rápida, de maior flexibilidade e agilidade, e que possibilitaria a provisão de incentivos para regiões mais afastadas. Hoje, o que a gente observa é que não houve resolução dessas questões e que o argumento continua o mesmo, mas agora dizem que o desfalque só pode ser resolvido pela pejotização. Ou seja, a questão central não é a agilidade de contratação, incentivos ou qualquer coisa assim, mas sim a precarização e a diminuição progressiva de pagamento para os profissionais.”

Para ele, a defesa da vinculação pelo regime de Pessoa Jurídica (PJ) não se sustenta. “Relatam que a forma de trabalho PJ, que paga um salário líquido maior, apesar de não conter os mesmos direitos, sanaria a dificuldade de provisão dessas regiões. O que a gente demanda é que seja feito o pagamento líquido maior com a garantia dos direitos trabalhistas, que é algo que contém previsão legal. Não ter as garantias e o recolhimento de impostos é algo ilegal, é uma fraude trabalhista.”

O combate à precarização do trabalho médico e a outras arbitrariedades é prioridade do Simesp. Para continuarmos nessa luta, o apoio dos profissionais é fundamental. Por isso, sindicalize-se! Saiba como é fácil se associar, clicando aqui.



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