Augusto Ribeiro, representante do Simesp, explica que muitos desses profissionais saíram de outros estados ou do interior para realizarem a residência em São Paulo e foram surpreendidos pela situação calamitosa de falta de pagamento. “Além de tudo, esses médicos foram desviados de suas funções, tiveram seus programas de aprendizado suspensos ou prejudicados, estão se arriscando na linha de frente de atendimento durante uma pandemia e ainda precisam lidar com o não pagamento da bolsa. É essencial que sejam garantidas condições de trabalho dignas para esses profissionais.”
O Ministério da Saúde (MS) alegava que os constantes atrasos eram devido a problemas cadastrais, mas, ainda segundo Ribeiro, o MS conseguiu demonstrar que esses atrasos nada mais eram do que reflexo da completa desorganização da pasta, visto que o Brasil já está há mais de um mês sem um ministro da Saúde titular no meio da maior crise sanitária dos últimos 100 anos.