O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) chegou a um acordo com a organização social (OS) Instituto Hygia para o pagamento das verbas rescisórias dos médicos demitidos, a partir de julho de 2015, do Hospital Municipal de Barueri, região metropolitana de São Paulo. A OS é responsável pela gestão do hospital.
O Sindicato vem acompanhando o caso, desde o ano passado, por meio, principalmente, da sua Diretoria Regional sediada em Osasco. Afinal, a diretoria, comandada por Ligia Célia Leme Forte Gonçalves, também é responsável, entre outras, pela cidade de Barueri.
Apesar do acordo, o Simesp exigiu que o processo tenha andamento no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a fim de evitar que, como em ocasião anterior, a OS não cumpra o cronograma de pagamentos acordado (saiba mais). “Mantendo em aberto o processo que está no MTE, o instituto é obrigado a comprovar mensalmente o pagamento das parcelas”, diz o presidente do Simesp, Eder Gatti, que esteve reunido na quarta-feira, 20, com a direção da OS na Delegacia Regional do Trabalho de Barueri. Representantes da prefeitura também participaram da reunião, mas apenas como observadores.
Agora, a expectativa é de que o acordo seja homologado na primeira quinzena de março, quando deverão ter início os pagamentos. Na homologação, segundo Gatti, serão verificadas as pendências inerentes ao processo, como verbas rescisórias, salários atrasados e férias. “Tudo deverá ser pago”, afirma.
A construção do acordo
No encontro de quarta-feira, 20, o Sindicato pediu que a homologação das demissões fosse feita pelo Simesp e o pagamento do montante devido em sete parcelas (com correção e multa) a partir de fevereiro. A OS aceitou parcialmente, pedindo que o primeiro pagamento fosse feito em março e que a multa (um salário a mais) fosse paga no oitavo mês.