O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) vem prestar apoio ao movimento dos médicos da rede municipal de saúde de Campo Grande (MS) e repudia as ações da prefeitura que impõe condições ruins de trabalho para a categoria, não estabelece diálogo para negociações, intimida os médicos e seus representantes, além de sucatear a rede de atenção à saúde.
O Simesp une forças aos colegas, visto que os problemas que estão enfrentando, infelizmente, estão se tornando comuns em âmbito nacional. “Esse movimento é de todos os médicos do país, porque as dificuldades enfrentadas em Campo Grande são praticamente as mesmas de vários outros municípios. Então, olhamos com muita atenção e damos completo apoio”, diz Eder Gatti, presidente do Simesp, que trabalhou no município, em 2007, pouco depois de se formar pela Faculdade Federal do Mato Grasso do Sul.
Gatti conta que a forma como a rede de saúde de Campo Grande era organizada, frente às redes de saúde de vários outros municípios, naquela época, o marcou e que o entristece ver que aquela estrutura está sendo perdida. Por isso, em nome dos médicos de São Paulo, o Simesp se solidariza com o movimento de greve dos colegas que lutam por uma rede de atendimento com melhores condições, com remuneração adequada e que possa oferecer saúde de qualidade à população de Campo Grande.