O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) reforça o apoio à greve dos estudantes da Faculdade de Medicina de Bauru da Universidade de São Paulo (FMBRU-USP), iniciada em 21 de setembro. O movimento reúne estudantes do 1º ao 6º ano em defesa de melhores condições de ensino, de uma formação médica de qualidade e de maior participação dos alunos nas decisões que afetam a trajetória acadêmica.
Entre as principais reivindicações estão:
A qualidade da formação médica depende de condições adequadas para que os estudantes aprendam e desenvolvam suas atividades práticas. Isso inclui acompanhamento qualificado durante o internato, campos de estágio suficientes e integração entre a universidade e os serviços públicos de saúde.
O Simesp também considera fundamental que os estudantes sejam ouvidos e participem das decisões que dizem respeito à sua formação. Segundo os estudantes, a mobilização ocorre após inúmeras tentativas de diálogo e busca construir mecanismos institucionais mais efetivos para encaminhar e solucionar os problemas da graduação.
O Simesp se solidariza com os estudantes da FMBRU-USP e defende a abertura do diálogo e a negociação das reivindicações apresentadas, sem qualquer forma de retaliação aos participantes da mobilização. Defender condições dignas de formação é também defender a qualidade da medicina e da assistência prestada à população.