O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) participou ontem, domingo, 7 de junho, do ato que aconteceu no Largo da Batata contra o fascismo, contra o racismo e em defesa da democracia. A manifestação contou com uma brigada da saúde devidamente identificada com jalecos e coletes brancos, com profissionais que demarcaram o chão para facilitar o distanciamento e distribuir álcool gel, máscaras e folhetos de cuidado e higiene.
Além de uma onde crescente de insatisfação mundial após o assassinato de George Floyd pela polícia americana, as manifestações surgiram em território nacional com a escalada autoritária do governo Bolsonaro e os crescentes números de assassinatos de pessoas negras por forças policias e pela política ineficiente de Jair Bolsonaro de combate ao Covid-19 (coronavírus). “A manifestação foi pacífica, contou com medidas de segurança em tempos de pandemia”, conta Carolina Castiñeira, representante do Simesp e integrante da brigada da saúde. “Foi um ato muito bonito, que demonstrou que uma parcela significativa da população está disposta a lutar por democracia e contra o fascismo e o racismo”. As manifestações por democracia crescem na mesma semana em que o Brasil se torna manchete internacional, após Bolsonaro dificultar a divulgação dos dados sobre a pandemia.