O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) será homenageado nesta sexta-feira (14), em reunião solene na Plenária da Casa José Mariano – Câmara Municipal do Recife. O motivo da homenagem é a celebração dos 80 anos de fundação da entidade sindical.
Dia 14 do mês de outubro de 1931, 20h, na sala de reuniões do Departamento de Saúde Pública, uma assembleia reunindo 33 médicos e liderada por uma comissão eleita pela Sociedade de Medicina de Pernambuco, composta pelos médicos Barros Lima, Edgar Altino, Ageu Magalhães, Geraldo de Andrade e Jorge Lobo, fundavam o Simepe. O primeiro presidente foi o professor João Marques, que renunciaria por motivos pessoais em 17 de maio de 1932. Iniciava-se ali a caminhada, perseverante e construtiva que, em 2011, alcança neste mês de outubro 80 anos de fundação/história, como um dos mais antigos e atuantes do Brasil.
Mobilização e luta
Segundo o presidente do Simepe, Silvio Rodrigues, o objetivo principal da criação da entidade médica foi de lutar e reivindicar os direitos da classe no Estado. Ele destacou que desde a sua fundação até os dias de hoje, o Sindicato tem papel importante na mobilização dos profissionais de saúde, principalmente dos médicos. "No período de sua trajetória, o Simepe conviveu com 30 anos de regime democrático e 40 anos de ditadura. Fazer sindicalismo em nosso País não é apenas defender a corporação, nem somente edificar o horizonte da sociedade civil, mas será com igual prioridade testemunhar a cidadania", enfatizou
Silvio Rodrigues afirmou que, sem dúvida alguma, o sindicato é o fórum mais adequado para discussões, debates, questionamentos e soluções das várias situações enfrentadas pelo médico em seu exercício profissional diário. E exemplificou: contrato de trabalho, jornada de trabalho, vínculo empregatício, valores referenciais de honorários, deveres e direitos do médico na qualidade de empregado ou prestador de serviços, defensoria médica, relações com os convênios de planos e seguros-saúde, entre outras.
"Nossa luta é permanente contra toda forma de pressão e repressão ao trabalho médico. Por isso, promovemos assembleias, reuniões, debates, atos públicos, manifestações, sobretudo, conscientizando a categoria em defesa dos princípios éticos, democráticos e de valorização profissional", acentuou.