As privatizações e terceirizações da saúde pública que vêm acontecendo no estado e, principalmente, na gestão da prefeitura de Bruno Covas (anteriormente Doria) também é uma das pautas do movimento. Nesse contexto, os servidores do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM) estiveram em frente ao serviço para conscientizar a população sobre a situação da saúde pública e sobre a possibilidade de entrada de organizações sociais em seus serviços de pronto atendimento e unidade de terapia intensiva (UTI), gerando redução de jornada e salários dos servidores.
De acordo com Juliana Salles, diretora do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), desde que a PEC do teto dos gastos foi aprovada, pelo menos R$ 20 bilhões deixaram de ser investidos na saúde pública. Ainda segundo Juliana, outro foco do movimento foi o combate ao ataque governamental sistemático à seguridade social, à previdência, à assistência social e à saúde, por meio de medidas como o Plano Mais Brasil e a reforma administrativa, que significam redução de jornada de trabalho, perda de estabilidade, redução de cerca de 25% dos salários, mudança no tempo de progressão de carreira dos servidores e não abertura de concursos.
Em contrapartida aos escassos investimentos em saúde pública e os ataques ao serviço público, a diretora do Simesp também lembrou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) no combate ao COVID-19. Segundo ela, o SUS é responsável pelo atendimento à maioria dos casos de Coronavírus e cerca de 70% de todos os internamentos em unidades de terapia intensiva (UTI), mas conta com um número de leitos muito reduzido em comparação à rede privada. “A resposta à esta crise precisa vir rapidamente e não seremos eficientes sem investimentos e valorização ao serviço público”, concluiu a diretora do Simesp.