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Servidores realizam ações pelo fim do sucateamento da saúde pública

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18/03/2020 | Notícia Simesp

Servidores realizam ações pelo fim do sucateamento da saúde pública

Hoje, 18 de março, médicos servidores públicos se organizaram fora de seus horários de trabalho para realizar ações pontuais contra a regra do teto dos gastos, implementada em 2016, e por mais investimentos em infraestrutura, insumos e recursos humanos. Uma greve estava agendada para esta data, mas em respeito à população pelo aumento de casos de Covid-19 (coronavírus), os médicos não interromperam os atendimentos nos serviços públicos de saúde e optaram por evitar aglomerações, dando lugar ao movimento de conscientização em frente ao serviço.

As privatizações e terceirizações da saúde pública que vêm acontecendo no estado e, principalmente, na gestão da prefeitura de Bruno Covas (anteriormente Doria) também é uma das pautas do movimento. Nesse contexto, os servidores do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM) estiveram em frente ao serviço para conscientizar a população sobre a situação da saúde pública e sobre a possibilidade de entrada de organizações sociais em seus serviços de pronto atendimento e unidade de terapia intensiva (UTI), gerando redução de jornada e salários dos servidores.

De acordo com Juliana Salles, diretora do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), desde que a PEC do teto dos gastos foi aprovada, pelo menos R$ 20 bilhões deixaram de ser investidos na saúde pública. Ainda segundo Juliana, outro foco do movimento foi o combate ao ataque governamental sistemático à seguridade social, à previdência, à assistência social e à saúde, por meio de medidas como o Plano Mais Brasil e a reforma administrativa, que significam redução de jornada de trabalho, perda de estabilidade, redução de cerca de 25% dos salários, mudança no tempo de progressão de carreira dos servidores e não abertura de concursos.

Em contrapartida aos escassos investimentos em saúde pública e os ataques ao serviço público, a diretora do Simesp também lembrou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) no combate ao COVID-19. Segundo ela, o SUS é responsável pelo atendimento à maioria dos casos de Coronavírus e cerca de 70% de todos os internamentos em unidades de terapia intensiva (UTI), mas conta com um número de leitos muito reduzido em comparação à rede privada. “A resposta à esta crise precisa vir rapidamente e não seremos eficientes sem investimentos e valorização ao serviço público”, concluiu a diretora do Simesp.