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Servidores municipais de São Paulo rejeitaram resposta do prefeito Bruno Covas

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22/02/2019 | Notícia Simesp

Servidores municipais de São Paulo rejeitaram resposta do prefeito Bruno Covas

Hoje, dia 22 de fevereiro, cerca de 100 mil servidores municipais participaram de assembleia unificada e manifestação contra a Lei 17.020/18, que institui a reforma da previdência na cidade de São Paulo e aumenta de 11% para 14% a alíquota de desconto em folha de pagamento. Os profissionais decidiram por rejeitar a resposta do prefeito Bruno Covas sobre as reivindicações dos servidores e manter a greve, já que na manhã de hoje Covas afirmou a representantes sindicais que não revogará a Lei e não abrirá mão do Sampaprev (plano previdenciário complementar privatizado). Agora, os manifestantes caminham até o escritório da presidência da República, na Avenida Paulista.

De acordo com Juliana Salles, diretora do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), o prefeito informou que só reconsiderará a nova Lei da previdência municipal quando Bolsonaro aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da previdência nacional, conhecida como PEC da Morte, com o intuito de piorar ainda mais a vida dos servidores públicos. Na assembleia unificada os servidores também votaram contra a reforma nacional. “Nós entramos em greve porque, na calada da noite, foi aprovado o confisco dos nossos salários e colocada em xeque a nossa aposentadoria. Bolsonaro e Covas, não vamos aceitar!”

Juliana ainda explica que o prefeito recebeu os representantes sindicais para dialogar porque a greve é ascendente e ganha cada vez mais força. “Para mobilizar mais gente, devemos fortalecer nossos comandos unificados, cada médico deve ir nas escolas, cada professor deve ir nas unidades de saúde. Só assim conseguiremos progresso”, lembra a médica que acredita na importância da união dos diferentes grupos de servidores para a próxima manifestação que acontecerá na terça-feira, dia 26, em frente à Prefeitura.