Os servidores da Universidade de São Paulo deram um abraço coletivo no Hospital Universitário, no Butantã, Zona Oeste de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (25). Depois do abraço, os manifestantes querem fazer uma passeata até a Faculdade de Medicina. A situação era tranquila, como mostrou o Bom Dia São Paulo.
Os funcionários da universidade, que estão em greve desde maio, querem chamar atenção para os problemas da universidade. Eles são contra a transferência do Hospital Universitário para a administração estadual.
Os grevistas pedem um aumento de 9,68% e também protestam contra o corte do ponto anunciado pela reitoria no começo do mês. A administração diz que não é possível dar esse aumento e não oferece reajuste devido à crise financeira.
Na quarta-feira (20), um protesto que fechou os portões da Cidade Universitária terminou em confronto entre manifestantes e a Polícia Militar. Os policiais recorreram a bombas de gás lacrimogêneo para dispersar o grupo. Os grevistas tentaram resistir lançando paus e pedras ou fazendo barricadas.
Protestos
Desde o dia 4 de agosto, funcionários protestam contra o desconto dos dias parados. Cerca de 300 grevistas fecharam a entrada da reitoria e bloquearam também: o Centro de Práticas Esportivas, ao Departamento de Tecnologia e Informação, à Administração Central e à Prefeitura do Campus. Os restaurantes centrais e as três creches também foram fechados. No dia 5 de agosto, manifestantes acamparam no campus.
A greve de docentes e funcionários começou em 27 de maio e já é a mais longa dos últimos dez anos. As três categorias da USP reivindicam a derrubada do congelamento de salários proposto pelos reitores da USP, da Unesp e da Unicamp, que negociam com os sindicatos por meio do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp). Em 3 de setembro, está prevista uma reunião para mais uma rodada de negociações entre as representantes das universidades e os sindicatos dos trabalhadores.
Algumas unidades da USP voltaram às aulas, mas outras permaneceram em greve. Foi o caso da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), onde os professores realizaram debates com os estudantes dos cursos para apresentar os motivos da greve e um calendário de aulas públicas e debates durante a semana.