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Servidores da USP dão abraço em Hospital Universitário

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25/08/2014 | Notícia Simesp

Servidores da USP dão abraço em Hospital Universitário

Os servidores da Universidade de São Paulo deram um abraço coletivo no Hospital Universitário, no Butantã, Zona Oeste de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (25). Depois do abraço, os manifestantes querem fazer uma passeata até a Faculdade de Medicina. A situação era tranquila, como mostrou o Bom Dia São Paulo.

Os funcionários da universidade, que estão em greve desde maio, querem chamar atenção para os problemas da universidade. Eles são contra a transferência do Hospital Universitário para a administração estadual.

Os grevistas pedem um aumento de 9,68% e também protestam contra o corte do ponto anunciado pela reitoria no começo do mês. A administração diz que não é possível dar esse aumento e não oferece reajuste devido à crise financeira.

Na quarta-feira (20), um protesto que fechou os portões da Cidade Universitária terminou em confronto entre manifestantes e a Polícia Militar. Os policiais recorreram a bombas de gás lacrimogêneo para dispersar o grupo. Os grevistas tentaram resistir lançando paus e pedras ou fazendo barricadas.

Protestos

Desde o dia 4 de agosto, funcionários protestam contra o desconto dos dias parados. Cerca de 300 grevistas fecharam a entrada da reitoria e bloquearam também: o Centro de Práticas Esportivas, ao Departamento de Tecnologia e Informação, à Administração Central e à Prefeitura do Campus. Os restaurantes centrais e as três creches também foram fechados. No dia 5 de agosto, manifestantes acamparam no campus.

A greve de docentes e funcionários começou em 27 de maio e já é a mais longa dos últimos dez anos. As três categorias da USP reivindicam a derrubada do congelamento de salários proposto pelos reitores da USP, da Unesp e da Unicamp, que negociam com os sindicatos por meio do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp). Em 3 de setembro, está prevista uma reunião para mais uma rodada de negociações entre as representantes das universidades e os sindicatos dos trabalhadores.

Algumas unidades da USP voltaram às aulas, mas outras permaneceram em greve. Foi o caso da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), onde os professores realizaram debates com os estudantes dos cursos para apresentar os motivos da greve e um calendário de aulas públicas e debates durante a semana.