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Sem acordo, médicos avaliam nesta quinta, 26, possibilidade de paralisação

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25/03/2015 | Notícia Simesp

Sem acordo, médicos avaliam nesta quinta, 26, possibilidade de paralisação

Terminou em impasse a reunião de hoje, 25 de março, no Ministério de Trabalho e Emprego (MTE) entre os representantes da Santa Casa e dos sindicatos de trabalhadores, entre eles o Simesp. A superintendência da instituição rejeitou a proposta de quitação imediata dos vencimentos atrasados, com as devidas multas. A oferta patronal é efetuar o pagamento em 36 vezes a partir do mês de agosto.

O superintendente da instituição, Irineu Massaia, argumentou que o pagamento imediato significaria o fechamento do complexo hospitalar. Com a negativa, o presidente do Simesp, Eder Gatti, destacou a possibilidade de os médicos deliberem paralisação das atividades na assembleia de amanhã. “O atendimento foi mantido até hoje graças ao empenho dos trabalhadores, que mesmo com os salários atrasados, continuaram atendendo. Se a Santa Casa fechar, a culpa será, apenas, da administração, daqueles que deixaram a situação chegar a esse ponto”, avaliou.

Massaia reconheceu que o pleito dos trabalhadores é justo, mas ressaltou que não há outra solução. “Fizemos uma proposta possível de ser cumprida. Não estou aqui para mentir e não vou prometer pagar em menos vezes se não há condições para isso”. O presidente do Sindicato alertou ainda que o secretário estadual da Saúde, David Uip, e o próprio superintendente já disseram que a verba do SUS é suficiente para manter a Santa Casa funcionando.

A superintendência informa que o valor total da dívida trabalhista é R$ 46 milhões, sendo R$ 24 milhões referentes aos salários de novembro e 13º e R$ 22 milhões de multas. A instituição acumula dívida de mais de R$ 800 milhões.

Venda do imóvel
A Santa Casa manteve a proposta de constituir uma comissão para acompanhar a venda do imóvel da avenida Paulista, para pagar os atrasados. O imóvel está disponível no mercado desde janeiro e até o momento não recebeu nenhuma proposta que condiz com seu valor ou que atenda a necessidade da instituição para a liquidação dos débitos.

Na reunião foi estabelecido o prazo de 30 dias para a venda do imóvel. Se não vender, o MTE fiscalizará a entidade. Em função do impasse na reunião de hoje, o processo de negociação com mediação do ministério está suspenso por até 30 dias.

Assembleia

Os médicos terão nova assembleia amanhã, 26, às 12h, no anfiteatro Paulo Augusto Ayrosa Galvão, para avaliação da negociação no MTE, além de debater e deliberar sobre a possível decretação de greve por tempo indeterminado, com preservação dos atendimentos de urgência e emergência.