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Secretário de Saúde de São Paulo culpabiliza médicos por má gestão dos serviços

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25/08/2017 | Notícia Simesp

Secretário de Saúde de São Paulo culpabiliza médicos por má gestão dos serviços

Em matéria publicada ontem, dia 24, no Metro Jornal, foi divulgado que faltam 2.360 médicos na rede pública da capital, os dados foram obtidos via Lei de Acesso à Informação. Em resposta, o secretário municipal de Saúde de São Paulo, Wilson Pollara, afirmou que “o prejuízo no atendimento é causado por médicos contratados que faltam ao serviço, não por não ter médicos”. O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) repudia a fala do secretário, que culpabiliza médicos pela má gestão dos serviços.

A fala de Pollara é um desrespeito com a categoria. Tanto médicos concursados, que trabalham na administração direta, ou de organizações sociais, são obrigados a trabalhar com péssimas condições em serviços que contam com o desabastecimento de insumos. Mesmo com condições adversas impostas pela prefeitura, os médicos se esforçam ao máximo para oferecer assistência de qualidade para a população.

Atualmente a maioria dos médicos que trabalha na rede da prefeitura são contratados por organizações sociais (OSs), que possuem ponto eletrônico. Esses médicos não só cumprem com a produtividade exigida pela OS, como também seguem a exigência de assiduidade, feita pelos empregadores.

A falta de profissionais médicos no município de São Paulo acontece porque a prefeitura não tem uma política clara de provimento de recursos humanos na saúde. Existe uma demanda por novos concursos públicos, a prefeitura não chama médicos já aprovados em concursos vigentes (não cumprindo sua promessa de campanha) e cada organização social tem a própria política de recursos humanos, o que dificulta a organização do trabalho médico no município.

A Secretaria de Saúde, ao culpabilizar o próprio profissional pela falta de médicos, demonstra um imenso desrespeito para com os profissionais dessa categoria. Com essa atitude, o secretário demonstra também desrespeito com a população e descaso com a saúde.