Cerca de 500 médicos residentes em greve participaram de audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) ao longo da quinta-feira, 29. A pauta foi o calote no reajuste da bolsa-auxílio pelo governador Geraldo Alckmin. O secretário da saúde David Uip foi convidado, mas não compareceu.
Os residentes reivindicam reajuste de 11,91%. O valor total das bolsas representa apenas 0,01% do orçamento da saúde. Existem aproximadamente 6.600 residentes no estado. Para não deixar a população desassistida, 30% da categoria está cobrindo atendimentos essenciais como urgências e emergências.
O deputado Carlos Neder, que solicitou a audiência, falou da urgência do tema: "O reajuste precisa ser incluído na previsão de recursos orçamentários estaduais de 2017 que deve ser votado em dezembro na Alesp." Estavam presentes também os deputados Carlos Bezerra, Marcos Martins, Celso Giglio, João Caramês, Alencar Santana e Leci Brandão.
"Temos que defender a saúde não apenas no atendimento de qualidade aos nossos pacientes, mas lutar para que esse processo de formação e especialização do médico continue sendo estimulado", disse o residente Natanael Adiwardana, do Instituto de infectologia do Hospital Emílio Ribas.
O secretário de comunicação do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Gerson Salvador, reiterou o total apoio do sindicato à greve e à reivindicação dos residentes na audiência.