O Simesp havia procurado a secretaria para investigar situação irregular no vínculo de trabalho dos médicos da região. “A prefeitura deu explicações evasivas e agora foge do Simesp porque não tem como se explicar. O Sindicato questiona contratos irregulares dos médicos, condições inadequadas de atendimento à população, principalmente para a urgência e emergência”, explica Eder Gatti, presidente da entidade.
A prefeitura está mantendo os profissionais por Recibo de Pagamento Autônomo (RPA) por tempo indeterminado. Esse tipo de contratação só pode ser realizado em caráter de urgência, sendo que o profissional pode trabalhar nessas condições por no máximo três meses. O Simesp já enviou ofício para o Ministério Público do Trabalho questionando o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) que viabilizaria a prorrogação desse tipo de vínculo, segundo o secretário.
De acordo com Gatti, manter profissionais por RPA gera a instabilidade do corpo clínico do município, o que prejudica a população. “A gestão municipal, por uma postura política, esconde os problemas, os nega e se recusa a discutir o problema. Uma postura como essa por parte da prefeitura não só faz com que os profissionais percam, mas principalmente a população, que agora corre o risco da desassistência médica”, concluiu.
Assembleia
No dia 12 deste mês, o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Eder Gatti, realizou reunião com os médicos de Andradina para debater os problemas enfrentados na saúde da região.
Entenda a situação
De acordo com denúncias recebidas pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), a saúde pública de Andradina passa por problemas graves, como falta de condições físicas e técnicas para o atendimento, número insuficiente de profissionais, falta de medicamentos e de materiais e filas espera de quatro horas, 100% a mais do que o recomendado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
Outro problema enfrentado é a situação do pronto-socorro (PS) de Andradina, que não tem estrutura adequada para atender pacientes graves por falta de equipamentos básicos, como respirador e bomba de infusão na sala de emergência. “As denúncias recebidas são extremamente graves. Os problemas precisam ser sanados com urgência”, alerta Gatti.