A saúde de Osasco será, gradativamente, administrada pela iniciativa privada. Em reunião na noite de quinta-feira (9 de abril), o secretário de Saúde do município, José Amando Mota, apontou como inevitável o processo que resultará na administração privada da rede pública de atendimento da cidade.
O processo terá início com a escolha de uma organização social (OS) para gerir o principal equipamento de saúde da cidade, o Hospital Municipal Central. “A prefeitura, ela não perde a gestão do hospital”, garantiu Mota. O secretário ressaltou que o poder municipal determinará os termos nos quais essa administração será feita (definindo metas por meio de um contrato de gestão). O secretário de saúde justifica a medida: ela traria agilidade ao dia a dia do hospital, já que a iniciativa privada teria mecanismos menos burocráticos para, por exemplo, a compra de insumos. “A palavra agilidade é o mote dessa questão”, resumiu Mota.
O secretário de Relações do Trabalho do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), José Erivalder Guimarães de Oliveira, pediu, no mesmo encontro, que o governo de Osasco se comprometesse a elaborar, em conjunto com entidades médicas, um compromisso no qual constem parâmetros (a serem exigidos nos contratos firmados com essas OSs) que garantam, por exemplo, um piso salarial para a categoria médica. Erivalder apontou que hoje, só na cidade de São Paulo, cerca de 6 mil médicos trabalham para essas organizações sociais. E que há uma “série de dificuldades” nessa relação profissional. “Nós queremos proteger esses médicos”, concluiu.
Demais organizações médicas presentes na reunião, como a Associação Paulista de Medicina (APM) e o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), concordaram com a proposta. O secretário aceitou a sugestão prontamente. Uma nova reunião, a ser marcada, irá tratar especificamente do assunto.